O mercado jurídico está em evolução. A busca por eficiência, previsibilidade, controle de custos e alinhamento com o negócio vem acelerando a transição do jurídico para um modelo de gestão estratégico por meio do Legal Ops.
Durante muito tempo, o jurídico foi estruturado para executar demandas, cumprir prazos, dar vazão a volumes e atuar de forma reativa. Mas esse modelo vem mudando. Afinal, o volume de demandas e questões regulatórias aumentaram, os riscos ficaram mais complexos e a exigência por velocidade cresceu.
Nesse contexto, o jurídico deixa de ser avaliado apenas pela sua capacidade técnica e passa a ser visto também como operação estratégica. E a operação, para ser sustentável, precisa de processo, governança, indicadores e método.
“A transformação do jurídico não é mais uma tendência. É uma exigência. Estruturar operação, dados e governança deixou de ser diferencial e passou a ser condição para eficiência, previsibilidade e relevância dentro das organizações.”, destaca Bruno Felipe Bauler, CEO do Fácil Espaider.
Hoje, falar sobre o futuro do jurídico é falar sobre como decisões são tomadas: com dados, tecnologia, governança e proximidade real com o negócio.
Legal Operations como pilar da nova gestão jurídica
À medida que o jurídico evolui para um modelo mais estratégico, a área de Legal Operations ganha protagonismo. O Legal Ops deixa de ser um papel de suporte e passa a atuar como elo entre jurídico, tecnologia, processos e gestão.
Pesquisas conduzidas pela FGV mostram que o Legal Ops vem ganhando espaço no Brasil justamente por responder a dores estruturais do jurídico: falta de padronização, baixa visibilidade operacional, dificuldade de mensurar custos, gargalos de produtividade e distanciamento das áreas de negócio.
Nesse cenário, o Legal Ops se consolida como um agente de profissionalização da gestão jurídica, trazendo mais eficiência, governança e previsibilidade. Na prática, processos mais claros, uso inteligente de tecnologia e decisões orientadas por dados.
Afinal, o que é Legal Ops?
Legal Ops ou Legal Operations é a forma estruturada de pensar a operação jurídica. Não se trata apenas de criar uma função dentro do jurídico, mas de organizar a área com processos definidos, fluxos, rotinas claras, indicadores, governança e integração com o restante da organização. Assim, esse modelo incorpora a gestão e visão de negócio para dentro do jurídico.
Na prática, Legal Ops atua como o elo entre jurídico, tecnologia, gestão e áreas internas. Trata-se de um modelo de trabalho responsável por gerir demandas, alinhar fluxos, padronizar entregas, definir SLAs, reduzir retrabalho e dar visibilidade sobre performance e custos. Também é onde normalmente se concentram iniciativas de automação, integração de sistemas e construção de uma base de dados confiável para tomada de decisão. O foco é criar um jurídico mais previsível, escalável e mensurável.
Como as tecnologias estão ajudando?
Mais do que acelerar tarefas, a tecnologia está criando uma nova lógica operacional para os departamentos jurídicos: operações mais conectadas ao negócio, com padronização, integração e capacidade de escala.
Na visão de Bruno Felipe Bauler, CEO do Fácil Espaider: “Transformar o jurídico através do Legal Ops exige tecnologias robustas e flexíveis, que suportem escala, garantam a segurança da informação e entreguem dados confiáveis para a tomada de decisão, demonstrando valor real para a organização.”
Análises recentes publicadas pela Forbes destacam que tendências como automação de fluxos jurídicos, integração de plataformas e gestão orientada por dados estão redesenhando a forma como o trabalho jurídico é executado, monitorado e gerido.
Dessa forma, a transformação do jurídico não é apenas digital — ela é também estrutural. O uso estratégico de tecnologias passa a sustentar um novo modelo operacional, baseado em:
• Padronização de processos e SLAs
• Integração entre áreas e sistemas
• Visibilidade operacional consolidada
• Dados como base para decisão
• Redução de retrabalho e gargalos
• Escalabilidade com controle
Esse movimento, observado tanto em análises internacionais quanto em pesquisas nacionais, reforça que eficiência jurídica hoje depende menos de ferramentas isoladas e mais de como processos, tecnologia e gestão se conectam.
O novo papel do jurídico dentro das organizações
Com processos estruturados, integração com as demais áreas e uso consistente de dados, o departamento jurídico ganha capacidade de demonstrar valor de forma objetiva, contribuindo para eficiência operacional, redução de riscos e sustentação do crescimento do negócio. Nesse novo cenário, o jurídico vai além de execução e passa a contribuir estrategicamente por:
- Demonstrar performance com indicadores claros
- Ter leitura objetiva de custos, prazos, tempos de ciclo e gargalos
- Estruturar a operação para sustentar crescimento com controle
- Garantir governança e padronização de processos
- Manter comunicação consistente com liderança e equipe
- Promover integração real com áreas como financeiro, compliance, compras e operações
Assim, o jurídico deixa de ser visto como centro de custo isolado e passa a atuar como parte da engrenagem de valor da organização.
Departamentos e escritórios que avançam nessa transformação constroem uma grande vantagem competitiva: uma operação jurídica estruturada, orientada a dados, com processos claros, inteligência operacional e capacidade de adaptação.
Não se trata apenas de modernização. Trata-se de criar um jurídico capaz de:
• Crescer sem perder controle
• Responder com agilidade
• Demonstrar valor
• Sustentar decisões estratégicas
• Apoiar o negócio com consistência
O futuro do jurídico é inteligente, integrado e estratégico
A evolução do mercado jurídico aponta para um caminho sem volta: operações mais inteligentes, conectadas, mensuráveis e alinhadas ao negócio.
Legal Ops, tecnologia, dados, automação e governança deixam de ser tendências e passam a ser pilares da maturidade jurídica.
O jurídico do futuro que, na prática, já começa a se desenhar no presente é aquele que deixa de apenas operar processos e passa a gerir a própria operação com visão estratégica.
O próximo passo da operação jurídica começa pela clareza
Se sua operação jurídica está em fase de revisão e amadurecimento, talvez faça sentido evoluir essa reflexão em uma conversa estratégica.
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