IA no jurídico traz um risco para quem está começando na carreira — mas talvez não o que você pensa.

A IA no jurídico está acelerando a forma como profissionais iniciam suas carreiras, especialmente entre os mais jovens. O uso da IA como atalho cognitivo pode impactar a construção de base técnica e o desenvolvimento do pensamento crítico. Nesse cenário, soft skills e capacidade analítica tornam-se diferenciais essenciais. Para líderes, o desafio é desenvolver times sem comprometer a operação, promovendo aprendizado a partir das entregas do dia a dia.

Iniciamos hoje uma série de sete publicações, que tem por objetivo quase pessoal apoiar carreiras e gestores, trazendo mais clareza e método para tantas abas que se abrem quando falamos sobre a aplicação da IA no jurídico no dia a dia das operações jurídicas.

Algumas pessoas discutem se a IA é ou não uma novidade, mas a velocidade com que a IA no jurídico está avançando é nova para todo mundo. A escala é nova e, quase todos os dias temos algo novo e diferente.

Essa trilha conversa com profissionais em diferentes momentos da carreira: de quem está entrando no mercado a quem já exerce funções de liderança. Se você está começando, ela é para você. Se você lidera quem está começando, também.

Episódio 1: IA no jurídico traz um risco para quem está começando na carreira — mas talvez não o que você pensa. 

Você está em um onboarding no seu novo emprego ou em uma aula nova, já no finalzinho da faculdade. E aí, mais uma vez, você ouve alguém falar algo como: a IA vai mudar tudo ou alguma coisa do gênero. Na sua cabeça, passam mil questões: mudar tudo o quê? Como faço então? Por onde começo? A IA faz o que eu deveria fazer?

Só que você não pergunta nada disso em voz alta, até porque provavelmente acha que só você está pensando nisso naquela sala. A sensação é quase como se todos estivessem muito felizes porque a IA vai mudar tudo, enquanto você nem sabe o que ela pode mudar para você.

Este artigo é uma tentativa (espero que bem-sucedida) de responder algumas questões com honestidade, sem o otimismo de palestra, com dados e pesquisa, para que você tenha mais embasamento na sua carreira.

Você está certo em ter medo, mas errado sobre o porquê.

Você está certo em sentir desconforto, mas o principal erro é ter certeza que a IA vai te substituir. Até porque o risco real é outro e mais silencioso: chegar ao mercado de trabalho sem saber construir o que a IA não consegue construir por você.

E esse risco tem nome. Dario Amodei, CEO da Anthropic, disse em Davos, no início de 2026, que a IA não vai mudar um campo por vez; ela afetará simultaneamente todas as áreas, e os trabalhos de base serão os primeiros impactados. 

Isso pode ser potencialmente perigoso para um jovem recém-formado, não porque as pessoas perderão o emprego do dia para a noite, mas porque o caminho para se tornar expert em algo começa exatamente nesses trabalhos. A verdade é que esse caminho está sendo encurtado antes mesmo de existir. O risco não é a IA te substituir, mas tirar sua oportunidade de construir uma base sólida, com visão, senso crítico, adaptabilidade e curiosidade.

A armadilha do atalho.

Existe um padrão que já começou a aparecer no mercado: o uso da IA como substituta do esforço cognitivo, e não como amplificadora dele. Começando com um exemplo pequeno: um profissional júnior recebe uma solicitação de pesquisa jurisprudencial. Naturalmente, joga a demanda no ChatGPT ou no Claude, recebe uma resposta razoável, formata e entrega. À primeira vista, ninguém vai perceber. A entrega está lá. Mas há uma diferença entre uma tarefa entregue e uma tarefa realmente feita. E isso tem um custo que demora a aparecer, mas aparece.

O júnior até sabe pesquisar, mas pesquisar e entender são coisas diferentes. Quando a resposta sai em segundos, ninguém aprende a questionar se ela está certa e todo trabalho parece bom, toda fundamentação parece suficiente. E é exatamente aí que se diferencia um advogado mediano de um bom advogado: a capacidade de ler uma decisão e perceber o que está errado antes que alguém aponte. São essas habilidades, o detalhismo e a desconfiança saudável em relação ao que está na tela, que não se aprendem em um curso. Elas só se formam quando você não tem outra saída a não ser ir a fundo.

Jonathan Haidt, psicólogo social e professor da NYU Business School, é uma das vozes mais citadas no mundo sobre atenção, desenvolvimento humano e os efeitos da tecnologia no modo como pensamos. A lógica que ele aplica ao desenvolvimento humano vale aqui: qualquer pessoa que terceiriza o pensamento para a IA antes de ter aprendido a pensar está perdendo algo que não se recupera de forma simples depois.

E esse atalho aparece de formas que nem sempre são óbvias. Tem o júnior que usa a IA para validar o próprio trabalho, não como revisão, mas como substituta do julgamento. Tem o estagiário que busca um sênior para perguntar algo que encontraria em segundos em uma busca simples, mas recorre à IA para tarefas para as quais ainda não tem base suficiente para avaliar o resultado. O padrão em comum? A falta de julgamento sobre quando e como usar cada ferramenta. E esse julgamento só se constrói com prática real.

A verdade é que usar IA antes de construir sua base não vai te acelerar. Quem faz isso pode até chegar mais longe na aparência, mas fica para trás em essência e fundamento. O tempo que você ganha hoje pode ser exatamente o que vai te fazer falta no futuro.

O que vai definir sua trajetória é o pensamento crítico que você desenvolve sobre como usá-la. E isso é exatamente o que chamamos de soft skills: a base que nenhum modelo constrói por você.

Soft skills: o que são, por que importam e por que você já deveria saber disso.

Você já está sendo avaliado por isso agora, provavelmente sem saber. Nenhuma faculdade de Direito tem uma disciplina que ensine diretamente o que são soft skills e por que elas importam.

Com bastante objetividade, comunicação clara, escuta ativa, adaptabilidade a ambientes complexos e capacidade de receber e incorporar feedback estão entre as competências mais valorizadas pelas grandes empresas. Segundo a Michael Page no Brasil. para 2026, essas são precisamente as competências mais difíceis de encontrar em um processo seletivo e as que mais faltam nos candidatos.

A Forbes foi mais direta: com a IA assumindo as tarefas técnicas, o colaborador que possui inteligência emocional, resiliência, criatividade e capacidade de influência se torna um diferencial que nenhum modelo de LLM conseguirá replicar.

E talvez você já tenha sentido isso: um feedback que pesou mais do que deveria, uma tarefa ambígua que travou ou a sensação de não saber por onde começar sem que alguém mostrasse o caminho. Tudo isso pode indicar falta de prática e de espaço para errar. 

A boa notícia é que essas competências se desenvolvem no trabalho de verdade, no dia a dia, na rotina de erros e acertos. E você pode começar agora. Na próxima minuta que você receber para revisar, procure ler o documento até o final, e não apenas os pontos que a IA te apontou como errados. Ou, na próxima decisão que a IA gerar e você se perguntar se concorda com ela antes de entregar a tarefa. Ou, em uma próxima reunião, que ao invés de perguntar, você anota as perguntas que surgem na sua cabeça e tenta resolvê-las entendendo o contexto.

A ambiguidade de ser a geração com mais acesso (e a mais prejudicada por isso).

Essa é a ironia central do momento.

Na era da IA no jurídico, você tem acesso a ferramentas que nenhuma geração anterior teve. Em 2018, fazer uma pesquisa de jurisprudência significava passar horas lendo casos similares, entendendo diferentes julgamentos e chegando a uma posição própria sobre o tema. Hoje, o mesmo resultado sai em segundos. É mais rápido, mas onde ficou o processo de entender como uma decisão é construída? A lógica de cada argumento? O que separa um fundamento fraco de um sólido? Isso não se aprende lendo o resultado, se aprende no caminho.

Quando a produção aumenta sem que o raciocínio que sustenta essa produção também se desenvolva, o que se cria é uma ilusão de competência. Você entrega mais, mas aprende menos. E essa diferença aparece mais cedo do que parece: no momento em que o júnior precisa crescer e mudar de etapa em sua carreira. Porque o próximo passo não é só entregar mais, mas dominar a técnica e começar a entender os problemas por trás dela. Como fazer isso sem uma base construída?

Os números globais ainda são otimistas. O Fórum Econômico Mundial projeta impacto líquido positivo da IA no mercado de trabalho até 2030. Mas essa média esconde uma distribuição muito assimétrica: os profissionais que colaboram com a IA crescem; os que são substituídos por ela diminuem. O critério que separa esses dois grupos não é se você usa IA, mas se você usa IA para pensar melhor ou para não precisar pensar.

Haidt foi pontual sobre isso: na era da IA, nossas máquinas estão ficando mais inteligentes do que nós em velocidade acelerada, e nós estamos ajudando esse processo ao nos tornarmos cada vez mais superficiais.

O júnior que usa IA para não pensar está, sem perceber, treinando para se tornar substituível. O júnior que usa IA para ampliar o próprio raciocínio ou aprender mais está construindo algo que nenhum modelo vai tomar dele.

Para o líder do outro lado.

Liderar esse perfil hoje, na era da IA no jurídico, é navegar uma contradição real: você quer desenvolver, mas o contexto não dá margem. Time enxuto, entregas constantes, pressão e um júnior que não tem paciência para construir base porque, honestamente, nunca precisou.

A verdade é que temos uma nova geração de profissionais, que chegou ao mercado num momento em que a resposta sempre esteve disponível antes mesmo da pergunta terminar. Eles não sabem que estão perdendo algo porque o que se perde é justamente a capacidade de perceber o que falta.

E é aí que o desafio fica mais difícil. Você não pode parar a operação para fazer mentoria. Mas pode, e deve, mudar o que pede. Não o resultado, mas o raciocínio que acompanha. Peça para explicar, não só para entregar. E, se ele não conseguir, você saberá onde está a lacuna. Se conseguir, você saberá que algo está sendo, de fato, construído.

Dentro de um time enxuto, o desenvolvimento não acontece em reuniões de feedback estruturadas. Acontece nas tarefas do dia a dia. A diferença está em quais tarefas você atribui e no que você cobra além da entrega: a explicação do que foi feito, o questionamento do que a IA retornou e a capacidade de defender uma posição. São pequenas cobranças, mas são elas que formam a base.

O risco real que a IA pode trazer.

O problema não será utilizar Inteligência Artificial, nem o fato de as IAs estarem evoluindo para executar trabalhos técnicos antes mesmo de muitos desses profissionais consolidarem sua experiência. O problema está no que vem depois e sobre o que essa geração de profissionais ainda não precisou pensar. 

O risco real está em usar a IA para não precisar pensar, em um momento em que o pensar é exatamente o que precisava ser exercitado. E, para quem lidera, o risco está em deixar que a pressão por produtividade substitua o investimento na construção de base, porque um time sem base é um time que entrega hoje, mas trava amanhã.

O júnior que constrói base com IA vai crescer mais rápido do que qualquer geração anterior. Mas o que não construir vai ficar para trás mais rápido também. No final, a diferença está no que você decide fazer com o tempo que a IA te devolve.

Do hype ao método: o que você pode fazer agora

Para começar ainda esta semana:

1. Inverta a lógica: faça antes de delegar
Nas primeiras vezes que você executar uma tarefa, tente resolvê-la antes de abrir qualquer ferramenta de IA. Depois, use a tecnologia para comparar, refinar ou questionar o que você produziu. A IA potencializa quem já pensou; não substitui quem ainda não aprendeu a pensar sobre determinado tema.
2. Use a IA para aprender, não só para entregar

Depois de receber qualquer retorno de uma IA, experimente este prompt:

“Não quero apenas a resposta. Me explique o passo a passo do raciocínio que levou a essa conclusão e o que eu precisaria entender para chegar nela sozinho.” 

A resposta vai mostrar o que você ainda não sabia perguntar.

Para os próximos meses:

3. Peça feedback da sua própria evolução

Experimente este prompt com a IA que você mais usa:

“Com base nas nossas trocas e nas tarefas que trabalhamos juntos, qual skill técnica ou comportamental eu poderia desenvolver para operar um nível acima do que opero hoje? Me avise se não tiver contexto suficiente. Não quero respostas sem embasamento.” 

Se a IA não tiver contexto, ela vai te dizer. Se tiver, o retorno costuma surpreender.

Para desenvolver ao longo da carreira:

4. Use a IA para se preparar antes, não só para produzir depois

Antes de uma reunião importante, de uma entrega que você nunca fez antes ou de uma conversa difícil com um líder, experimente este prompt:

“Vou participar de [contexto]. Quais são as perguntas que provavelmente vão surgir e que eu deveria saber responder? O que eu deveria estudar antes para chegar preparado?”

Chegar preparado quando ninguém esperava que você estivesse é uma das formas mais rápidas de mudar a percepção que as pessoas têm sobre o seu trabalho.

Artigo assinado por Manuella Gelli, Legal Operations & IA

Diferenciais do Espaider

Conheça todos os diferenciais de acordo com o segmento

Departamentos Jurídicos

Contencioso, Consultivo, Contratos, Workflow, Societário, Propriedade Intelectual, GED, dentre outros.

Escritórios
Versão Completa

Contencioso, GED, Time-Sheet, Financeiro, Contabilidade, Contratos, Propriedade Intelectual, Recuperação de Crédito, dentre outros.

Escritórios
Versão Essencial

Contencioso, incluindo robôs de monitoramento processual, com alguns controles financeiros e ótimo custo/benefício.

Política de Privacidade

A Fácil Informática Ltda. respeita a privacidade de seus clientes e potenciais clientes, utilizadores ou interessados em seus produtos e serviços em conformidade com as normas e princípios legais brasileiros.

A Fácil reconhece a importância de proteger informações recolhidas que estejam em seu poder.

Esta política descreve como e quais dados pessoais são coletados e tratados, além dos direitos dos titulares nos sistemas internos e que a Fácil é controladora.

As políticas complementares adequadas à produtos, serviços e site, haja vista a necessidade diferenciada de informações a serem coletadas, podem ser aplicadas e serão apresentadas conforme o uso, se aplicável.
A política pode ser visualizada em versão PDF através deste link.

APLICAÇÃO
A política atende sistemas em que a Fácil é controladora dos dados, de acesso público ou interno, como:

• TRM
• Facilcorp
• Gestão RH
• Site facil.com.br

Sendo aplicável para clientes ativos, clientes inativos, prospectos, usuários dos sistemas e candidatos a vagas de empregos, considerando a coleta destes dados em território brasileiro.

A política não se aplica em relação aos dados coletados e armazenados por produtos comercializados pela Fácil e utilizados por seus clientes. Nestes casos, o controlador dos dados é o cliente e a Fácil caracteriza o papel de operadora dos dados nestes casos.

Os dados coletados de colaboradores e terceirizados são tratados em contratos próprios, com cláusulas de privacidade direcionados, para cumprimento das funções exercidas de acordo com o legítimo interesse.

Os dados pessoais podem ser coletados quando os clientes, prospectos, colaboradores e fornecedores:

• Firmam um contrato de prestação de serviços com a Fácil;
• Firmam um contrato de relação empregatícia com a Fácil;
• Solicitam e negociam a contratação de uma nova funcionalidade do Sistema Espaider;
• Realizam ou solicitam contato comercial;
• Enviam dados relacionados a candidatura de vagas de emprego.

DADOS COLETADOS PELA FÁCIL E PARA QUAIS FINALIDADES

A coleta de dados pessoais e qualquer tratamento a ser realizado é justificado a partir de uma ou mais finalidades legítimas. O tratamento é reduzido de modo a ser mitigado qualquer uso de pretexto injustificado ou ilegítimo.

Alguns exemplos são: nome, endereço, e-mail, telefone celular e outros assemelhados.

Finalidades para as quais os dados pessoais são utilizados:

• Contato por e-mail para esclarecimento de dúvidas, envio de avisos, informativos, detalhes de negociações, configurações feitas em sistemas dos clientes, agendamento de reuniões, etc.;
• Contato por telefone para urgências, dúvidas, atendimentos, agendamento de reuniões, etc.;
• Para retornar ao interessado e responder eventuais dúvidas, estabelecer eventual negociação de seus produtos e serviços, emitir e enviar propostas e outros documentos com conteúdos a respeito de seus produtos e serviços;
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário;
• Cadastro nos sistemas internos e de gestão da Fácil;
• Pagamento de salário e contratação de benefícios aos colaboradores;
• Colaboração ou cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Envio de informativos Cutting Edge para as pessoas classificadas como clientes e elegíveis para receber o comunicativo interno uma vez ao mês;
• Marketing, prospecção, pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• De candidatos a emprego. Nesses casos as informações podem ser compartilhadas com empresas que prestam o serviço de recrutamento e seleção para a Fácil.

A Fácil oferece aos clientes, e potenciais clientes, a opção de receber e-mails promocionais da Fácil. Os usuários poderão recusar essas comunicações. As instruções para o cancelamento de recebimento de e-mails promocionais da Fácil são fornecidas nas mesmas comunicações.

As atividades descritas nesta política se aplicam ao tratamento dos seus dados pessoais no Brasil e estão sujeitas às leis locais aplicáveis, com destaque para a Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, ou “LGPD”) a partir de sua entrada em vigor e em conformidade com sua versão mais recente, inclusive adequando-se a qualquer futura alteração.

DADOS DE NAVEGAÇÃO E DO DISPOSITIVO

Informações técnicas adicionais podem ser coletadas, sendo:

• Endereço IP do dispositivo utilizado para acessar os serviços ou produtos
• Dados técnicos e atributos do dispositivo, como informações de URL, navegador, modelo e sistema operacional
• Cookies

Finalidades
• Geração de estatísticas, estudos, pesquisas e levantamentos pertinentes às atividades e comportamento no uso dos produtos ou serviços.
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário.
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador.
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória.

DADOS DE MENORES DE IDADE

A Fácil assegura que o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes segue rigorosamente as disposições legais, conforme estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nesse sentido, todas as operações envolvendo dados desses grupos etários obedecem às mesmas diretrizes aplicadas aos demais titulares, incluindo a obtenção de autorização parental conforme exigido pela LGPD. Os procedimentos adotados pela empresa garantem a segurança e a privacidade dos dados, com constante revisão e ajustes conforme necessários para manter a conformidade legal e aprimorar as práticas de proteção de dados.

COMPARTILHAMENTO DE DADOS PESSOAIS

A Fácil poderá compartilhar os dados pessoais caso solicitado ou previamente autorizado pelos titulares dos dados pessoais.

O compartilhamento dos dados também poderá ser feito com terceiros parceiros e com autoridades e órgãos reguladores para diferentes finalidades, quando necessário. Sempre que efetuado, o compartilhamento de dados será realizado dentro dos limites e propósitos dos negócios da Fácil e de acordo com o que autoriza a legislação aplicável.

O compartilhamento de dados pode ser feito para atingir as seguintes finalidades:
• Pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• Envio de avisos por e-mail a respeito de instabilidades nos serviços da Fácil;
• Exercício regular de direitos da Fácil;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Contratação de benefícios aos colaboradores.

DIREITOS DO TITULAR DE DADOS PESSOAIS

Como titular dos dados pessoais, existem direitos que podem e devem ser aplicados em relação ao tratamento e armazenamento de dados pelo controlador, conforme determinado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Considerações:

• O titular dos dados pode solicitar à Fácil quais dados seus são armazenados por ela;
• Caso o titular de dados identifique que algum dos seus dados pessoais está incorreto, deve solicitar a correção à Fácil.
• Caso o titular de dados identifique que existem dados pessoais seus sendo tratados de forma desnecessária, em excesso ou em desconformidade com as legislações pertinentes (LGPD), deve solicitar à Fácil a regularização da situação.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil informações para constatar se houve compartilhamento de dados pessoais com outras empresas/pessoas/aplicações e se sim, quais.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil a eliminação dos dados, desde que constatado a não existência de risco legal e não haja legítimo interesse para tratamento.

A Fácil poderá solicitar informações adicionais que comprovar a veracidade do titular a da solicitação encaminhada. Além disso, deve ser efetivamente constatado, após verificação interna, o excesso, a falta de necessidade ou a desconformidade com a lei para atendimento das demais solicitações.

A Fácil fornece através de seus sistemas funcionalidades e meios pelos quais os controladores de dados possam cumprir com seus objetivos e obrigações relativas aos titulares de dados pessoais. Estas soluções incluem a possibilidade de configuração da indicação e identificação de dados pessoais, emissão de relatório de impacto, configuração de privacidade, configuração de controle de acesso, aplicação de criptografia em repouso, controle de aceite de política de privacidade e cookies, confirmação do tratamento de dados e aplicação de funções de alteração, anonimização ou exclusão de dados solicitados.

TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS PESSOAIS

Para proporcionar funcionalidades avançadas, tais como resumos de documentos via ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e reconhecimento de texto em imagens (OCR), é possível que dados pessoais sejam processados internacionalmente.

A Fácil observa todos os requerimentos estabelecidos pela legislação vigente, incluindo requerimentos de parceiros ou fornecedores escolhidos. São adotadas práticas em segurança e privacidade para garantir a integridade e confidencialidade dos dados pessoais de nossos usuários.

Nossas medidas técnicas e organizacionais foram implementadas para proteger as informações, proporcionando proteção e segurança contra acessos não autorizados.

REGISTRO DE ATIVIDADES

A Fácil registra as ações que usuário realizam nos sistemas armazenando enquanto viável, informações que podem conter: endereço IP, acesso e ações realizadas no sistema disponibilizado, data e hora da ação realizada e informações sobre o dispositivo utilizado, tais como a versão de sistema operacional, navegador e geolocalização.

Também podem ser utilizas tecnologias, próprias ou de terceiros, de monitoramento das atividades realizadas enquanto são acessados sites e/ou blogs, tais como cookies e ferramentas de analytics.

Estes registros possuem como finalidade a melhora da experiência do usuário e para própria proteção dos dados tratados.

Cookies
A Fácil efetua o uso de cookies essenciais para o funcionamento de suas soluções, que servem para identificação e auxiliar em configurações de preferências de uso.

O bloqueio dos cookies pode limitar ou até mesmo impedir o uso das soluções fornecidas. Caso sejam desativados os cookies, ainda será possível navegar nos sites e nos blogs, mas partes das páginas poderão deixar de funcionar.

Ferramentas de analytics
Ferramentas podem coletar informações como da forma de visita e uso de um site, incluindo quais páginas e quando são visitadas tais páginas, além de outros sites que foram visitados antes, entre outras.

PRÁTICAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Fácil aplica medidas razoáveis para proteger as informações que os titulares compartilham com ela, que incluem, sem limitação, a implementação de processos, de equipamentos e de software, para evitar acessos e divulgação não autorizados dessas informações.

Seguem abaixo algumas das medidas de segurança adotadas pela Fácil

• Criptografia para dados em repouso, em trânsito e em uso, para garantir a integridade das informações;
• Monitoramento contínuo do ambiente;
• Análises e testes contínuos de segurança da informação;
• Auditorias periódicas;
• Controle de acesso;
• Segregação de funções;
• Políticas de backups e contingência.

Além disso, a Fácil possui certificações internacionais que demonstram o compromisso da organização em relação à segurança da informação e privacidade:
• ISO 27001
• ISAE 3402 Tipo II

RETENÇÃO E EXCLUSÃO DOS DADOS PESSOAIS

Quando aplicável ou necessário, os dados pessoais podem ficar armazenados por um período adicional para fins de auditoria, cumprimento de obrigações legais ou regulatórias, para o exercício regular de direitos da Fácil ou também pelo prazo necessário de acordo com a base legal que justifique a retenção dos dados.

ALTERAÇÕES NA POLÍTICA DE PRIVACIDADE

As políticas de privacidade são aplicáveis a partir das suas últimas revisões.
Qualquer política poderá ser alterada, sem prévio aviso, e sua nova versão será publicada.
Recomendamos contato com a Fácil para obtenção da última versão adotada ou verificação através do link de acesso disponibilizado.

FALE CONOSCO

Após a leitura desta Política de Privacidade, caso o titular de dados tenha dúvidas ou precise contatar a Fácil sobre assuntos envolvendo os dados pessoais, o contato deve ser realizado pelos canais abaixo:

Assunto: Segurança da Informação
Endereço: Rua João Pessoa, 129 – Blumenau/SC – CEP: 89012-472 – Matriz Blumenau/SC
Central de relacionamento: +55 (47) 3328-2929
E-mail: encarregadodedados@facil.com.br
Responsável: Departamento de Segurança da Informação

• Versão 2 – 14/05/2024