Você usa IA no jurídico para produzir ou aprender? Como pensar fora da caixa

Usar IA no jurídico já não é o principal diferencial competitivo. O mercado passou a valorizar profissionais capazes de combinar tecnologia, pensamento crítico e visão de negócio para resolver problemas complexos. Nesse contexto, pensar fora da caixa significa ir além da automação, identificar novas oportunidades e criar soluções que gerem impacto real. Para quem busca crescimento na carreira, o desafio deixa de ser apenas usar IA e passa a ser desenvolver uma atuação mais estratégica.

Ter alguns anos de formado no mercado jurídico, seja em escritórios de advocacia ou em departamentos corporativos, representa hoje um momento estratégico da carreira. Principalmente para quem quer crescer de verdade. Equilibrar as entregas do dia a dia com o espaço necessário para pensar diferente nunca foi simples. Com a IA no jurídico mudando o jogo, essa equação ficou mais complexa e urgente. A grande verdade é que o “pensar fora da caixa”, skill quase obrigatória no mundo corporativo, mudou muito de lugar em pouco tempo.

Até poucos anos atrás, pensar fora da caixa significava rever um fluxo, revisar uma tese, avaliar a qualidade do trabalho de um escritório contratado ou de uma esteira de produção dentro do próprio escritório, de forma quase artesanal. Dificilmente as equipes mediam esse impacto em números ou, pelo menos, não com tanta rapidez.

Há relativamente pouco tempo, a figura do advogado business partner era uma novidade. Existia uma previsão quase confortável de que não se manteriam os advogados que só sabiam fazer “mais do mesmo” dentro de uma estrutura imutável. A verdade é que algo precisava mudar e essa mudança já estava em curso. O que ninguém esperava era que a agilidade se tornaria um ponto de virada tão estratégico.

Hoje, pensar fora da caixa exige do advogado skills que não são nativamente de advogados. Só que o contraponto é interessante, porque esse não era exatamente o mesmo desafio do advogado business partner há poucos anos? 

O maior ponto é que a IA no jurídico acelerou algo que já estava em movimento, fato. E colocou quem tem alguns anos de formado em uma posição bastante específica: base técnica suficiente para utilizar ferramentas de IA de forma que realmente mudam o ponteiro no sentido de volume de produção, mas pouca clareza do que o mercado pensa e precisa agora.

Usar IA no jurídico não é mais o diferencial, os números já mostram isso

Até poucos meses atrás, era, sério. Era diferencial falar que sabia utilizar as ferramentas de IA no jurídico para acelerar a produção. Mas, em 2026, 77% dos advogados brasileiros afirmam usar IA frequentemente no trabalho, segundo o Relatório sobre o Impacto da IA no Direito, produzido pela OAB-SP em parceria com Trybe, Jusbrasil e ITS Rio. A adoção não é mais um diferencial de mercado, mas saber como usá-la de forma efetiva pode, e deve, ser o seu.

Ao mesmo tempo, o Gallup, maior instituto de pesquisa de opinião pública do mundo, mapeou algo que vale a atenção: o medo de obsolescência cresceu quase que inteiramente entre profissionais com diploma universitário e saltou de 8% para 20% em dois anos. 

O dado que mais chama atenção é a inversão: esse grupo sempre foi o menos preocupado com substituição tecnológica do que trabalhadores sem diploma. O gatilho? Coincidiu exatamente com o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022. 

O perfil que historicamente se sentia protegido pelo diploma e pela especialização técnica passou a sentir essa pressão de forma mais aguda, e cresceu mais exatamente na faixa etária de quem está consolidando os primeiros anos de carreira.

O que realmente está mudando na carreira jurídica

E sim, esse medo é tão legítimo quanto o de um profissional mais júnior temer que a IA assuma suas tarefas operacionais. O que pode ajudar a posicioná-lo é entender o que o Fórum Econômico Mundial concluiu no Future of Jobs Report 2025: a IA vai criar 170 milhões de novos empregos e deslocar 92 milhões até 2030, gerando um saldo positivo de 78 milhões. 

Mas o dado que realmente importa para quem está nesse momento de carreira é outro: mais de 35% das habilidades centrais de cada profissional vão precisar se transformar nos próximos cinco anos. Não é o cargo que está em jogo, é quase metade do que você sabe fazer hoje.

O que o mercado passou a pedir em voz alta

Você pode ser tecnicamente bom, ótimo, ter feedbacks consistentes. Só que essas qualidades hoje viraram piso, não teto. O Wolters Kluwer, referência global em pesquisa e tecnologia jurídica, entrevistou 810 advogados ao redor do mundo e concluiu que 92% já usam ao menos uma ferramenta de IA no jurídico diariamente. Mais uma vez, o que antes te diferenciava virou padrão.

O que vai te destacar agora é a capacidade de recomendar com embasamento de negócio, não apenas trazer uma análise técnica. De entender o problema, o contexto e os dados, juntar tudo isso e chegar a uma posição clara. O mercado jurídico busca profissionais que traduzem risco em linguagem que o cliente entende, que consigam influenciar sem ter autoridade formal e que apareçam com algo a dizer quando o assunto é difícil, não só quando precisam de uma resposta técnica. É exatamente por isso que saber usar IA no jurídico não é mais o diferencial.

Então tudo isso é pensar fora da caixa?

Talvez a resposta seja sim e não. Sim, porque se você aproveitar o timing e conseguir entender o que o mercado exige agora, não apenas tecnicamente, mas como postura, isso pode te destacar justamente pelo momento. Não, porque usar IA no jurídico para pensar melhor sobre o problema que já está na sua frente é o novo mínimo esperado.

Além disso, é inevitável entender e destacar que, para criar com IA no jurídico em uma posição que não seja inicial no mercado de trabalho, a tolerância para entregas que simplesmente não fazem sentido tende a ser baixíssima daqui para frente.

O risco de usar IA sem critério

Em entrevista ao podcast Meet the Leader, do Fórum Econômico Mundial, Alexi Robichaux, co-fundador e CEO da BetterUp, uma plataforma de AI coaching avaliada em US$ 4,7 bilhões, trouxe para o debate um conceito que resume bem esse risco: workslop. O termo descreve o trabalho de baixa qualidade produzido em colaboração humano-IA sem critério. E, com toda certeza, você já percebeu isso em uma entrega, talvez até na sua.

Nesta mesma entrevista, ele abriu os números de pesquisas internas da BetterUp. O resultado? 40% dos profissionais afirmam já terem recebido esse tipo de entrega de alguém. E, cada vez que se faz necessário corrigir, leva-se em média duas horas.

O diagnóstico dele é bem direto: quando o input humano é fraco, a IA não vai desenvolver, não vai compensar. E isso está longe de ser uma limitação das ferramentas, é limitação humana utilizando a ferramenta. Ou seja: ter clareza, critério, conhecimento do problema e uma cabeça que pensa fora da caixa sem IA para, aí sim, potencializar esse processo é o que define a qualidade e escala da solução assinada como “feito com IA”.

Por isso, da próxima vez que for criar com IA, pense em enxergar o que gera o problema, entenda que talvez precise tomar caminhos que nunca foram tomados e não se sinta inseguro por isso. Comece a perceber e mapear o que vem depois de decidir e produzir com IA. Use tudo isso para se desenvolver e começar a ser visto como alguém realmente fora da caixa.

Vai ser exatamente neste momento que dois caminhos irão se abrir

O primeiro é o do profissional que usa IA no operacional: automatiza o que já era feito, entrega com mais velocidade, mas ainda não conseguiu responder o que realmente significa pensar fora da caixa. Está mais eficiente, mas não respondeu ou descobriu quais são as perguntas certas.

O segundo é o do profissional que aplica IA em tudo de forma descontrolada, só para colocar o sobrenome “feito com IA” em tarefas que já existiam no mesmo grau de qualidade, ou em tarefas que nem precisavam ser feitas. Já vi fluxos em sistemas homologados serem desmontados para voltar ao email porque alguém “automatizou planilha e email com IA”. O resultado parece inovação, mas perde o lastro, o controle e a rastreabilidade que o sistema original garantia.

Um exemplo do que é pensar fora da caixa com IA: depois de criar um fluxo onde a IA lê petições, interpreta e classifica dados, surgiu uma necessidade que nunca havia existido antes, monitorar quanto tempo o time passa supervisionando a IA e quanto tempo passa efetivamente trabalhando, um olhar um pouco além de acompanhar a acurácia. 

Essa métrica nunca existiu porque a pergunta nunca existiu. E sinceramente, criar essa medição não foi usar IA. Foi pensar além do que o fluxo faz para entender o que ele gera, inclusive nos comportamentos que ninguém havia mapeado.

Para o líder do outro lado

O profissional que se encaixa nesse momento de carreira provavelmente está entregando bem, talvez até produzindo mais. Mas o risco pode ser exatamente esse: essa superprodução não merece ser confundida com crescimento constante e desenvolvimento. O que o leva para as próximas etapas de carreira não é quantos contratos a mais ele produz, ou quantas tarefas a mais ele insere no sistema agora, ou quanto o timesheet dele é exemplar aos olhos dos clientes.

Questione, a ele e a si mesmo, quais tarefas ele tem mapeado como operacionais no dia a dia dele, se ele exerce mais o julgamento crítico ou a execução, e perceba se, quando ele faz algo para além do dia a dia com IA, ele está resolvendo um problema ou criando uma nova solução para uma solução que já existia. O feedback agora precisa ser além do quanto ou do conteúdo, precisa ser na forma como ele enxerga os problemas.

Quem está estagnado, ou com medo de ficar, vai se contentar com seu feedback de “bom trabalho”, interpretar que está caminhando certo. Só que a fricção aqui é importante para criarmos profissionais fora da caixa. Ser colocado em situações onde a resposta não está óbvia, onde a IA não resolve sozinha, ou até convidá-lo a apresentar um projeto de um problema que ele resolveu com IA que antes não era possível resolver.

Um detalhe que passa despercebido: se o seu time está usando IA em tudo, pergunte se está usando com critério ou apenas com velocidade. A diferença entre os dois é o que vai separar quem cresce de quem estagna no próximo ciclo de avaliação.

Como (realmente) pensar fora da caixa com IA

Pensar fora da caixa hoje é, por fim, co-criar com IA: tarefas de valor que ainda não haviam sido mapeadas, aprender uma skill nova que irá resolver uma dor do dia a dia (e que talvez não tenha na sua formação em Direito), desenvolver algo que devolve tempo ao time, tempo esse que eles nem sabiam que sentiam falta. 

Novamente, usar muitas ou ser quem usa mais ferramentas de IA não é o diferencial de mercado. O diferente é conseguir ver o que a ferramenta não enxerga: resolver problemas que ainda não foram nomeados (e eles existem de monte) e criar respostas para perguntas antes que alguém as faça.

Só que atenção: esse é o momento para ser essa pessoa. Não daqui a dois anos (ou menos), quando esse padrão já for o mínimo esperado de todo mundo. Agora, enquanto a maioria ainda está aprendendo a usar a ferramenta sem critério, quem aprende a ver o todo com IA constrói uma vantagem que é muito mais difícil de copiar do que qualquer certificação. A alavancagem está disponível, mas tem prazo de validade.

Do hype ao método: o que você pode fazer agora

Comece ainda esta semana

1. Comece a anotar em um projeto único (na sua IA favorita e mais utilizada) todas as tarefas que você faz, mínimas que sejam. Depois de umas duas semanas anotando, comece a pensar com a IA quais são as mais operacionais e que poderiam, mesmo que não facilmente, ser automatizadas ou até entender se precisam ser feitas. Comece a aprender com a IA como resolvê-las.

Use este prompt:
“Essas são todas as tarefas que faço com frequência: [lista]. Classifique cada uma em: (1) operacional e potencialmente automatizável, (2) operacional mas que exige meu julgamento, (3) estratégica e que só eu consigo fazer. Para as tarefas do grupo 1, me explique como eu poderia começar a otimizar ou automatizar cada uma, mesmo que de forma simples.”

Nos próximos meses

2. Replique este comportamento nas tarefas que você enxerga dentro do seu time – e só então você vai começar a virar referência em co-criar com IA. Esse é o objetivo. Para desenvolver esse olhar, use este prompt:

“Observei que meu time realiza estas tarefas regularmente: [lista]. Quais parecem mais operacionais e repetitivas? Quais poderiam ser redesenhadas com IA? E quais consomem mais tempo sem gerar valor direto para o negócio ou para o cliente?”

Para desenvolver ao longo da carreira

3. Construa e mapeie todos esses cases (do primeiro ao último). Crie o seu portfólio pessoal de pensamentos fora da caixa, e cresça de dentro para fora dessa vez. Para documentar cada case à medida que acontece, use este prompt:

“Resolvi um problema ou criei uma solução usando IA: [descreva]. Me ajude a documentar esse case respondendo: qual era o problema antes, qual foi a solução que criei, qual o impacto gerado e o que aprendi que pode ser replicado em outros contextos.”

Artigo assinado por Manuella Gelli, Legal Operations & IA

Diferenciais do Espaider

Conheça todos os diferenciais de acordo com o segmento

Departamentos Jurídicos

Contencioso, Consultivo, Contratos, Workflow, Societário, Propriedade Intelectual, GED, dentre outros.

Escritórios
Versão Completa

Contencioso, GED, Time-Sheet, Financeiro, Contabilidade, Contratos, Propriedade Intelectual, Recuperação de Crédito, dentre outros.

Escritórios
Versão Essencial

Contencioso, incluindo robôs de monitoramento processual, com alguns controles financeiros e ótimo custo/benefício.

Política de Privacidade

A Fácil Informática Ltda. respeita a privacidade de seus clientes e potenciais clientes, utilizadores ou interessados em seus produtos e serviços em conformidade com as normas e princípios legais brasileiros.

A Fácil reconhece a importância de proteger informações recolhidas que estejam em seu poder.

Esta política descreve como e quais dados pessoais são coletados e tratados, além dos direitos dos titulares nos sistemas internos e que a Fácil é controladora.

As políticas complementares adequadas à produtos, serviços e site, haja vista a necessidade diferenciada de informações a serem coletadas, podem ser aplicadas e serão apresentadas conforme o uso, se aplicável.
A política pode ser visualizada em versão PDF através deste link.

APLICAÇÃO
A política atende sistemas em que a Fácil é controladora dos dados, de acesso público ou interno, como:

• TRM
• Facilcorp
• Gestão RH
• Site facil.com.br

Sendo aplicável para clientes ativos, clientes inativos, prospectos, usuários dos sistemas e candidatos a vagas de empregos, considerando a coleta destes dados em território brasileiro.

A política não se aplica em relação aos dados coletados e armazenados por produtos comercializados pela Fácil e utilizados por seus clientes. Nestes casos, o controlador dos dados é o cliente e a Fácil caracteriza o papel de operadora dos dados nestes casos.

Os dados coletados de colaboradores e terceirizados são tratados em contratos próprios, com cláusulas de privacidade direcionados, para cumprimento das funções exercidas de acordo com o legítimo interesse.

Os dados pessoais podem ser coletados quando os clientes, prospectos, colaboradores e fornecedores:

• Firmam um contrato de prestação de serviços com a Fácil;
• Firmam um contrato de relação empregatícia com a Fácil;
• Solicitam e negociam a contratação de uma nova funcionalidade do Sistema Espaider;
• Realizam ou solicitam contato comercial;
• Enviam dados relacionados a candidatura de vagas de emprego.

DADOS COLETADOS PELA FÁCIL E PARA QUAIS FINALIDADES

A coleta de dados pessoais e qualquer tratamento a ser realizado é justificado a partir de uma ou mais finalidades legítimas. O tratamento é reduzido de modo a ser mitigado qualquer uso de pretexto injustificado ou ilegítimo.

Alguns exemplos são: nome, endereço, e-mail, telefone celular e outros assemelhados.

Finalidades para as quais os dados pessoais são utilizados:

• Contato por e-mail para esclarecimento de dúvidas, envio de avisos, informativos, detalhes de negociações, configurações feitas em sistemas dos clientes, agendamento de reuniões, etc.;
• Contato por telefone para urgências, dúvidas, atendimentos, agendamento de reuniões, etc.;
• Para retornar ao interessado e responder eventuais dúvidas, estabelecer eventual negociação de seus produtos e serviços, emitir e enviar propostas e outros documentos com conteúdos a respeito de seus produtos e serviços;
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário;
• Cadastro nos sistemas internos e de gestão da Fácil;
• Pagamento de salário e contratação de benefícios aos colaboradores;
• Colaboração ou cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Envio de informativos Cutting Edge para as pessoas classificadas como clientes e elegíveis para receber o comunicativo interno uma vez ao mês;
• Marketing, prospecção, pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• De candidatos a emprego. Nesses casos as informações podem ser compartilhadas com empresas que prestam o serviço de recrutamento e seleção para a Fácil.

A Fácil oferece aos clientes, e potenciais clientes, a opção de receber e-mails promocionais da Fácil. Os usuários poderão recusar essas comunicações. As instruções para o cancelamento de recebimento de e-mails promocionais da Fácil são fornecidas nas mesmas comunicações.

As atividades descritas nesta política se aplicam ao tratamento dos seus dados pessoais no Brasil e estão sujeitas às leis locais aplicáveis, com destaque para a Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, ou “LGPD”) a partir de sua entrada em vigor e em conformidade com sua versão mais recente, inclusive adequando-se a qualquer futura alteração.

DADOS DE NAVEGAÇÃO E DO DISPOSITIVO

Informações técnicas adicionais podem ser coletadas, sendo:

• Endereço IP do dispositivo utilizado para acessar os serviços ou produtos
• Dados técnicos e atributos do dispositivo, como informações de URL, navegador, modelo e sistema operacional
• Cookies

Finalidades
• Geração de estatísticas, estudos, pesquisas e levantamentos pertinentes às atividades e comportamento no uso dos produtos ou serviços.
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário.
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador.
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória.

DADOS DE MENORES DE IDADE

A Fácil assegura que o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes segue rigorosamente as disposições legais, conforme estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nesse sentido, todas as operações envolvendo dados desses grupos etários obedecem às mesmas diretrizes aplicadas aos demais titulares, incluindo a obtenção de autorização parental conforme exigido pela LGPD. Os procedimentos adotados pela empresa garantem a segurança e a privacidade dos dados, com constante revisão e ajustes conforme necessários para manter a conformidade legal e aprimorar as práticas de proteção de dados.

COMPARTILHAMENTO DE DADOS PESSOAIS

A Fácil poderá compartilhar os dados pessoais caso solicitado ou previamente autorizado pelos titulares dos dados pessoais.

O compartilhamento dos dados também poderá ser feito com terceiros parceiros e com autoridades e órgãos reguladores para diferentes finalidades, quando necessário. Sempre que efetuado, o compartilhamento de dados será realizado dentro dos limites e propósitos dos negócios da Fácil e de acordo com o que autoriza a legislação aplicável.

O compartilhamento de dados pode ser feito para atingir as seguintes finalidades:
• Pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• Envio de avisos por e-mail a respeito de instabilidades nos serviços da Fácil;
• Exercício regular de direitos da Fácil;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Contratação de benefícios aos colaboradores.

DIREITOS DO TITULAR DE DADOS PESSOAIS

Como titular dos dados pessoais, existem direitos que podem e devem ser aplicados em relação ao tratamento e armazenamento de dados pelo controlador, conforme determinado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Considerações:

• O titular dos dados pode solicitar à Fácil quais dados seus são armazenados por ela;
• Caso o titular de dados identifique que algum dos seus dados pessoais está incorreto, deve solicitar a correção à Fácil.
• Caso o titular de dados identifique que existem dados pessoais seus sendo tratados de forma desnecessária, em excesso ou em desconformidade com as legislações pertinentes (LGPD), deve solicitar à Fácil a regularização da situação.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil informações para constatar se houve compartilhamento de dados pessoais com outras empresas/pessoas/aplicações e se sim, quais.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil a eliminação dos dados, desde que constatado a não existência de risco legal e não haja legítimo interesse para tratamento.

A Fácil poderá solicitar informações adicionais que comprovar a veracidade do titular a da solicitação encaminhada. Além disso, deve ser efetivamente constatado, após verificação interna, o excesso, a falta de necessidade ou a desconformidade com a lei para atendimento das demais solicitações.

A Fácil fornece através de seus sistemas funcionalidades e meios pelos quais os controladores de dados possam cumprir com seus objetivos e obrigações relativas aos titulares de dados pessoais. Estas soluções incluem a possibilidade de configuração da indicação e identificação de dados pessoais, emissão de relatório de impacto, configuração de privacidade, configuração de controle de acesso, aplicação de criptografia em repouso, controle de aceite de política de privacidade e cookies, confirmação do tratamento de dados e aplicação de funções de alteração, anonimização ou exclusão de dados solicitados.

TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS PESSOAIS

Para proporcionar funcionalidades avançadas, tais como resumos de documentos via ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e reconhecimento de texto em imagens (OCR), é possível que dados pessoais sejam processados internacionalmente.

A Fácil observa todos os requerimentos estabelecidos pela legislação vigente, incluindo requerimentos de parceiros ou fornecedores escolhidos. São adotadas práticas em segurança e privacidade para garantir a integridade e confidencialidade dos dados pessoais de nossos usuários.

Nossas medidas técnicas e organizacionais foram implementadas para proteger as informações, proporcionando proteção e segurança contra acessos não autorizados.

REGISTRO DE ATIVIDADES

A Fácil registra as ações que usuário realizam nos sistemas armazenando enquanto viável, informações que podem conter: endereço IP, acesso e ações realizadas no sistema disponibilizado, data e hora da ação realizada e informações sobre o dispositivo utilizado, tais como a versão de sistema operacional, navegador e geolocalização.

Também podem ser utilizas tecnologias, próprias ou de terceiros, de monitoramento das atividades realizadas enquanto são acessados sites e/ou blogs, tais como cookies e ferramentas de analytics.

Estes registros possuem como finalidade a melhora da experiência do usuário e para própria proteção dos dados tratados.

Cookies
A Fácil efetua o uso de cookies essenciais para o funcionamento de suas soluções, que servem para identificação e auxiliar em configurações de preferências de uso.

O bloqueio dos cookies pode limitar ou até mesmo impedir o uso das soluções fornecidas. Caso sejam desativados os cookies, ainda será possível navegar nos sites e nos blogs, mas partes das páginas poderão deixar de funcionar.

Ferramentas de analytics
Ferramentas podem coletar informações como da forma de visita e uso de um site, incluindo quais páginas e quando são visitadas tais páginas, além de outros sites que foram visitados antes, entre outras.

PRÁTICAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Fácil aplica medidas razoáveis para proteger as informações que os titulares compartilham com ela, que incluem, sem limitação, a implementação de processos, de equipamentos e de software, para evitar acessos e divulgação não autorizados dessas informações.

Seguem abaixo algumas das medidas de segurança adotadas pela Fácil

• Criptografia para dados em repouso, em trânsito e em uso, para garantir a integridade das informações;
• Monitoramento contínuo do ambiente;
• Análises e testes contínuos de segurança da informação;
• Auditorias periódicas;
• Controle de acesso;
• Segregação de funções;
• Políticas de backups e contingência.

Além disso, a Fácil possui certificações internacionais que demonstram o compromisso da organização em relação à segurança da informação e privacidade:
• ISO 27001
• ISAE 3402 Tipo II

RETENÇÃO E EXCLUSÃO DOS DADOS PESSOAIS

Quando aplicável ou necessário, os dados pessoais podem ficar armazenados por um período adicional para fins de auditoria, cumprimento de obrigações legais ou regulatórias, para o exercício regular de direitos da Fácil ou também pelo prazo necessário de acordo com a base legal que justifique a retenção dos dados.

ALTERAÇÕES NA POLÍTICA DE PRIVACIDADE

As políticas de privacidade são aplicáveis a partir das suas últimas revisões.
Qualquer política poderá ser alterada, sem prévio aviso, e sua nova versão será publicada.
Recomendamos contato com a Fácil para obtenção da última versão adotada ou verificação através do link de acesso disponibilizado.

FALE CONOSCO

Após a leitura desta Política de Privacidade, caso o titular de dados tenha dúvidas ou precise contatar a Fácil sobre assuntos envolvendo os dados pessoais, o contato deve ser realizado pelos canais abaixo:

Assunto: Segurança da Informação
Endereço: Rua João Pessoa, 129 – Blumenau/SC – CEP: 89012-472 – Matriz Blumenau/SC
Central de relacionamento: +55 (47) 3328-2929
E-mail: encarregadodedados@facil.com.br
Responsável: Departamento de Segurança da Informação

• Versão 2 – 14/05/2024