Insights do Jurídico do Nordeste 2026: tendências e desafios para a gestão jurídica

O evento Jurídico do Nordeste, que aconteceu nos dias 28 e 29 de maio, em Fortaleza, reuniu profissionais e lideranças para discutir os desafios que estão moldando o presente e o futuro da advocacia e da gestão jurídica.

Entre palestras, debates e trocas de experiências, ficou claro que temas como tecnologia, eficiência operacional, gestão e inovação já têm papel relevante na agenda dos departamentos jurídicos. A seguir, reunimos alguns dos principais insights compartilhados durante o evento e que ajudam a entender os caminhos que o mercado jurídico vem seguindo.

Indicadores jurídicos e previsibilidade financeira

Entre os temas discutidos no evento, um dos que mais chamou atenção foi a importância de aproximar a gestão jurídica da gestão financeira. A palestra destacou como indicadores bem estruturados ajudam o jurídico a demonstrar seu impacto para a empresa e a se posicionar de forma mais estratégica nas decisões do negócio.

O papel da provisão jurídica na gestão financeira

A provisão jurídica corresponde à reserva contábil destinada a riscos processuais com expectativa de perda. Embora não represente uma saída imediata de caixa, ela impacta o resultado financeiro da empresa ao ser registrada como despesa.

Na prática, isso significa que o reflexo contábil do risco ocorre antes do pagamento efetivo de uma condenação ou acordo. Por esse motivo, a qualidade das estimativas jurídicas influencia diretamente a previsibilidade financeira da organização.

De forma simplificada, a dinâmica acontece da seguinte maneira:

  • Provisão: registro contábil realizado quando o risco é identificado, impactando o resultado da empresa.
  • Pagamento de condenação ou acordo: ocorre quando há desembolso financeiro ao final do processo.
  • Reversão de provisão: acontece quando o desfecho é mais favorável do que o previsto, gerando um efeito positivo no resultado financeiro.

Esse cenário reforça a importância de uma gestão criteriosa das provisões e de uma comunicação próxima entre as áreas jurídica e financeira.

Um indicador relevante para a previsibilidade financeira

Um dos indicadores apresentados foi o Índice de Acurácia do Provisionamento, calculado a partir da relação entre as provisões constituídas em determinado período e os pagamentos efetivamente realizados posteriormente.

Mais do que um indicador operacional, esse índice permite avaliar a qualidade das projeções jurídicas e contribui para aumentar a confiança da área financeira nas informações fornecidas pelo departamento jurídico.

Recuperação de créditos e geração de valor

Outro ponto abordado foi o papel do jurídico nos processos de recuperação de créditos. Quando estruturadas de forma eficiente, iniciativas de cobrança judicial ou negociação de valores em aberto podem contribuir para a entrada de recursos na empresa.

Essa atuação amplia a percepção do jurídico como uma área que não apenas gerencia riscos, mas também contribui para a preservação e recuperação de ativos financeiros.

A principal mensagem da palestra foi  quanto maior a capacidade do jurídico de traduzir sua atuação em indicadores de negócio, maior tende a ser sua participação nas discussões estratégicas da organização.

Controladoria Jurídica e Legal Operations: funções diferentes, objetivos complementares

Outro debate que gerou reflexões importantes durante o evento foi a relação entre controladoria jurídica e Legal Operations. Embora os dois conceitos sejam frequentemente associados, a discussão mostrou que eles possuem objetivos, responsabilidades e competências distintas.

Um dos principais pontos abordados foi a necessidade de superar algumas percepções equivocadas que ainda existem no mercado. Entre elas, a ideia de que Legal Operations é uma realidade exclusiva de grandes departamentos jurídicos ou que a controladoria jurídica está restrita a atividades operacionais.

Na prática, tanto a controladoria quanto Legal Operations podem estar presentes em organizações de diferentes portes. Além disso, ambas desempenham papéis importantes para o desenvolvimento e a eficiência da operação jurídica.

O papel de cada área

A controladoria jurídica está diretamente relacionada à gestão de processos, prazos, fluxos de trabalho e controles operacionais. Sua atuação contribui para a organização da rotina jurídica, a padronização de atividades e a manutenção da qualidade das entregas.

Já Legal Operations tem como foco a otimização da operação jurídica por meio de dados, tecnologia, indicadores e iniciativas voltadas à geração de valor para o negócio. Sua atuação está mais conectada à gestão estratégica e à busca por eficiência operacional.

Embora possuam atribuições diferentes, as duas disciplinas podem atuar de forma complementar. A necessidade de uma ou de ambas depende do contexto, dos desafios e do nível de estruturação da operação jurídica.

A importância de uma base operacional estruturada

Um dos consensos do debate foi que iniciativas voltadas à inovação, automação ou análise de dados tendem a gerar resultados mais consistentes quando são construídas sobre processos bem definidos.

Sem rotinas organizadas, responsabilidades claras e controles adequados, fica mais difícil alcançar ganhos de eficiência de forma sustentável. Por isso, a construção de uma base operacional sólida continua sendo um fator relevante para a evolução das áreas jurídicas.

As novas expectativas em relação aos serviços jurídicos

Outro tema discutido foi a mudança nas expectativas em relação aos serviços jurídicos. A qualidade técnica continua sendo indispensável, mas já não é o único fator considerado na avaliação de uma área jurídica ou de um escritório de advocacia.

Cada vez mais, clientes internos e externos valorizam previsibilidade, agilidade, transparência e acesso facilitado às informações. Nesse contexto, a capacidade de acompanhar indicadores, comunicar resultados e oferecer visibilidade sobre demandas e processos passa a ser um diferencial relevante.

A principal conclusão do debate foi que a eficiência jurídica não está vinculada ao nome da área ou à adoção de determinados conceitos de mercado. Ela está relacionada à capacidade de estruturar operações consistentes, utilizar informações de forma estratégica e gerar valor para a organização.

Consistência operacional como base para a eficiência jurídica

Outro insight compartilhado durante o evento foi a importância da regularidade na execução das atividades jurídicas. Antes de buscar iniciativas mais complexas de transformação, é fundamental garantir que processos, rotinas e entregas estejam estruturados e funcionando de forma consistente.

Em muitos casos, ganhos relevantes de eficiência não dependem necessariamente de grandes mudanças, mas da capacidade de executar o básico com qualidade, previsibilidade e padronização.

Nesse contexto, a definição clara de responsabilidades e a integração entre equipes ganham ainda mais relevância. Fluxos de trabalho bem estruturados contribuem para reduzir falhas de comunicação, evitar retrabalho e garantir maior continuidade nas atividades, especialmente nos momentos de transição entre áreas ou profissionais envolvidos em uma mesma demanda.

Outro ponto destacado foi a importância de fortalecer o senso de responsabilidade sobre os resultados da operação como um todo. Independentemente da função exercida, a colaboração entre equipes e a visão integrada dos processos são fatores que contribuem para uma gestão jurídica mais eficiente e alinhada às necessidades da organização.

A principal mensagem foi que a busca por inovação e transformação gera resultados mais consistentes quando está apoiada em processos bem definidos, responsabilidades claras e uma cultura orientada à melhoria contínua.

Saúde mental no jurídico e os impactos da atualização da NR1

A saúde mental foi outro tema que ganhou destaque nas discussões do evento, especialmente diante das mudanças trazidas pela atualização da NR1, que passou a incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais das organizações.

Com isso, questões relacionadas ao bem-estar dos profissionais deixam de ser tratadas exclusivamente como iniciativas de gestão de pessoas e passam a integrar também as estratégias de compliance e gestão de riscos.

No setor jurídico, esse debate ganha relevância diante das características da própria atividade, frequentemente associada a ambientes de alta pressão, grande volume de demandas e prazos rigorosos. Nesse cenário, temas como estresse ocupacional, esgotamento profissional e saúde emocional vêm recebendo cada vez mais atenção por parte das organizações.

A atualização da NR1 reforça a necessidade de identificar, avaliar e acompanhar fatores que possam impactar a saúde mental dos colaboradores. Para departamentos jurídicos e escritórios de advocacia, isso envolve ações como:

  • Mapeamento e monitoramento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho;
  • Desenvolvimento de práticas voltadas ao acolhimento e suporte aos profissionais;
  • Promoção de ambientes que conciliem desempenho, bem-estar e sustentabilidade das rotinas de trabalho;
  • Fortalecimento de competências comportamentais, como comunicação, colaboração e gestão de conflitos.

Outro ponto abordado durante a palestra foi a importância de ampliar o olhar sobre o desenvolvimento profissional. Além do conhecimento técnico, habilidades relacionadas à comunicação, inteligência emocional, escuta ativa e relacionamento interpessoal vêm ganhando espaço nas discussões sobre liderança e gestão de equipes jurídicas.

A principal reflexão trazida pelo tema é que o cuidado com a saúde mental passa a fazer parte de uma gestão jurídica mais estruturada, alinhada tanto às exigências regulatórias quanto às necessidades das pessoas que compõem as organizações.

Como a experiência do cliente influencia a percepção de valor do jurídico

A experiência do cliente foi outro tema abordado durante o evento, com uma reflexão importante para diferentes contextos de atuação jurídica.

Nos departamentos jurídicos corporativos, o cliente é representado pelas áreas internas que dependem do suporte jurídico para viabilizar suas atividades. Já nos escritórios de advocacia, a relação acontece com empresas e clientes que buscam orientação e acompanhamento especializado. Apesar das diferenças entre esses cenários, o desafio é semelhante: oferecer uma experiência que combine qualidade técnica, agilidade, transparência e previsibilidade.

Um dos pontos discutidos foi que as expectativas em relação aos serviços jurídicos vêm se transformando. Além da competência técnica, clientes internos e externos esperam comunicação clara, visibilidade sobre o andamento das demandas e maior proximidade com suas necessidades e objetivos.

Entre os conceitos abordados, os “3 Rs da lealdade” surgiram como uma forma de avaliar a percepção de valor gerada pelo jurídico:

  • Recompra (ou expansão): a área jurídica é acionada de forma recorrente e envolvida em novas demandas ou projetos?
  • Recomendação: o jurídico é reconhecido como um parceiro confiável e indicado para outras áreas, equipes ou organizações?
  • Relevância: qual é o nível de contribuição percebido do jurídico para os resultados e para a tomada de decisão?

Outro aspecto destacado foi a diferença entre satisfação e lealdade. Embora a satisfação continue sendo um indicador importante, ela nem sempre reflete o grau de confiança e valorização construído ao longo da relação. Organizações que conseguem estabelecer parcerias mais próximas e gerar valor de forma consistente tendem a fortalecer esse vínculo ao longo do tempo.

A principal reflexão deixada pela palestra foi que a experiência do cliente não depende apenas da adoção de novas tecnologias ou ferramentas. Ela está ligada à capacidade do jurídico de compreender as necessidades de seus clientes, manter uma comunicação clara e entregar valor de maneira consistente.

O que as discussões do evento revelam sobre o mercado jurídico

As discussões acompanhadas ao longo do evento reforçaram uma percepção já presente em diferentes regiões do país: o mercado jurídico está passando por mudanças importantes na forma como estrutura suas operações, utiliza tecnologia, desenvolve pessoas e demonstra valor para o negócio.

Tanto em departamentos jurídicos corporativos quanto em escritórios de advocacia, temas como eficiência operacional, gestão baseada em dados, experiência do cliente e desenvolvimento de equipes estiveram no centro dos debates. Mais do que tendências futuras, são pautas que já fazem parte da realidade de muitas organizações.

Entre os principais aprendizados compartilhados durante o evento Jurídico do Nordeste, estão:

  1. A importância de aproximar o jurídico das áreas de negócio por meio de indicadores, previsibilidade e informações que apoiem a tomada de decisão.
  2. A necessidade de compreender os diferentes papéis da controladoria jurídica e de Legal Operations para estruturar operações mais eficientes.
  3. O papel dos processos, da organização e da consistência operacional como base para iniciativas de transformação e inovação.
  4. A crescente atenção à saúde mental e aos riscos psicossociais, especialmente diante das atualizações regulatórias e das novas demandas relacionadas à gestão de pessoas.
  5. A valorização da experiência do cliente, seja no relacionamento com áreas internas ou com clientes externos, como fator relevante para fortalecer parcerias e gerar confiança.

O evento mostrou que a evolução da gestão jurídica passa cada vez mais pela combinação entre eficiência operacional, tecnologia, dados e desenvolvimento de pessoas. Organizações que conseguem integrar esses elementos tendem a construir operações mais estruturadas, previsíveis e alinhadas às necessidades do negócio.

Se a sua organização está avaliando formas de evoluir sua operação jurídica por meio de tecnologia, gestão ou automação de processos, converse com um de nossos especialistas. Nossa equipe pode ajudar a identificar oportunidades e compartilhar experiências de mercado que contribuam para uma operação mais eficiente e alinhada aos objetivos do negócio.

Artigo assinado por Adriana Carl, Desenvolvimento de Novos Negócios na Fácil Espaider.

Diferenciais do Espaider

Conheça todos os diferenciais de acordo com o segmento

Departamentos Jurídicos

Contencioso, Consultivo, Contratos, Workflow, Societário, Propriedade Intelectual, GED, dentre outros.

Escritórios
Versão Completa

Contencioso, GED, Time-Sheet, Financeiro, Contabilidade, Contratos, Propriedade Intelectual, Recuperação de Crédito, dentre outros.

Escritórios
Versão Essencial

Contencioso, incluindo robôs de monitoramento processual, com alguns controles financeiros e ótimo custo/benefício.

Política de Privacidade

A Fácil Informática Ltda. respeita a privacidade de seus clientes e potenciais clientes, utilizadores ou interessados em seus produtos e serviços em conformidade com as normas e princípios legais brasileiros.

A Fácil reconhece a importância de proteger informações recolhidas que estejam em seu poder.

Esta política descreve como e quais dados pessoais são coletados e tratados, além dos direitos dos titulares nos sistemas internos e que a Fácil é controladora.

As políticas complementares adequadas à produtos, serviços e site, haja vista a necessidade diferenciada de informações a serem coletadas, podem ser aplicadas e serão apresentadas conforme o uso, se aplicável.
A política pode ser visualizada em versão PDF através deste link.

APLICAÇÃO
A política atende sistemas em que a Fácil é controladora dos dados, de acesso público ou interno, como:

• TRM
• Facilcorp
• Gestão RH
• Site facil.com.br

Sendo aplicável para clientes ativos, clientes inativos, prospectos, usuários dos sistemas e candidatos a vagas de empregos, considerando a coleta destes dados em território brasileiro.

A política não se aplica em relação aos dados coletados e armazenados por produtos comercializados pela Fácil e utilizados por seus clientes. Nestes casos, o controlador dos dados é o cliente e a Fácil caracteriza o papel de operadora dos dados nestes casos.

Os dados coletados de colaboradores e terceirizados são tratados em contratos próprios, com cláusulas de privacidade direcionados, para cumprimento das funções exercidas de acordo com o legítimo interesse.

Os dados pessoais podem ser coletados quando os clientes, prospectos, colaboradores e fornecedores:

• Firmam um contrato de prestação de serviços com a Fácil;
• Firmam um contrato de relação empregatícia com a Fácil;
• Solicitam e negociam a contratação de uma nova funcionalidade do Sistema Espaider;
• Realizam ou solicitam contato comercial;
• Enviam dados relacionados a candidatura de vagas de emprego.

DADOS COLETADOS PELA FÁCIL E PARA QUAIS FINALIDADES

A coleta de dados pessoais e qualquer tratamento a ser realizado é justificado a partir de uma ou mais finalidades legítimas. O tratamento é reduzido de modo a ser mitigado qualquer uso de pretexto injustificado ou ilegítimo.

Alguns exemplos são: nome, endereço, e-mail, telefone celular e outros assemelhados.

Finalidades para as quais os dados pessoais são utilizados:

• Contato por e-mail para esclarecimento de dúvidas, envio de avisos, informativos, detalhes de negociações, configurações feitas em sistemas dos clientes, agendamento de reuniões, etc.;
• Contato por telefone para urgências, dúvidas, atendimentos, agendamento de reuniões, etc.;
• Para retornar ao interessado e responder eventuais dúvidas, estabelecer eventual negociação de seus produtos e serviços, emitir e enviar propostas e outros documentos com conteúdos a respeito de seus produtos e serviços;
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário;
• Cadastro nos sistemas internos e de gestão da Fácil;
• Pagamento de salário e contratação de benefícios aos colaboradores;
• Colaboração ou cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Envio de informativos Cutting Edge para as pessoas classificadas como clientes e elegíveis para receber o comunicativo interno uma vez ao mês;
• Marketing, prospecção, pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• De candidatos a emprego. Nesses casos as informações podem ser compartilhadas com empresas que prestam o serviço de recrutamento e seleção para a Fácil.

A Fácil oferece aos clientes, e potenciais clientes, a opção de receber e-mails promocionais da Fácil. Os usuários poderão recusar essas comunicações. As instruções para o cancelamento de recebimento de e-mails promocionais da Fácil são fornecidas nas mesmas comunicações.

As atividades descritas nesta política se aplicam ao tratamento dos seus dados pessoais no Brasil e estão sujeitas às leis locais aplicáveis, com destaque para a Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, ou “LGPD”) a partir de sua entrada em vigor e em conformidade com sua versão mais recente, inclusive adequando-se a qualquer futura alteração.

DADOS DE NAVEGAÇÃO E DO DISPOSITIVO

Informações técnicas adicionais podem ser coletadas, sendo:

• Endereço IP do dispositivo utilizado para acessar os serviços ou produtos
• Dados técnicos e atributos do dispositivo, como informações de URL, navegador, modelo e sistema operacional
• Cookies

Finalidades
• Geração de estatísticas, estudos, pesquisas e levantamentos pertinentes às atividades e comportamento no uso dos produtos ou serviços.
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário.
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador.
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória.

DADOS DE MENORES DE IDADE

A Fácil assegura que o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes segue rigorosamente as disposições legais, conforme estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nesse sentido, todas as operações envolvendo dados desses grupos etários obedecem às mesmas diretrizes aplicadas aos demais titulares, incluindo a obtenção de autorização parental conforme exigido pela LGPD. Os procedimentos adotados pela empresa garantem a segurança e a privacidade dos dados, com constante revisão e ajustes conforme necessários para manter a conformidade legal e aprimorar as práticas de proteção de dados.

COMPARTILHAMENTO DE DADOS PESSOAIS

A Fácil poderá compartilhar os dados pessoais caso solicitado ou previamente autorizado pelos titulares dos dados pessoais.

O compartilhamento dos dados também poderá ser feito com terceiros parceiros e com autoridades e órgãos reguladores para diferentes finalidades, quando necessário. Sempre que efetuado, o compartilhamento de dados será realizado dentro dos limites e propósitos dos negócios da Fácil e de acordo com o que autoriza a legislação aplicável.

O compartilhamento de dados pode ser feito para atingir as seguintes finalidades:
• Pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• Envio de avisos por e-mail a respeito de instabilidades nos serviços da Fácil;
• Exercício regular de direitos da Fácil;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Contratação de benefícios aos colaboradores.

DIREITOS DO TITULAR DE DADOS PESSOAIS

Como titular dos dados pessoais, existem direitos que podem e devem ser aplicados em relação ao tratamento e armazenamento de dados pelo controlador, conforme determinado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Considerações:

• O titular dos dados pode solicitar à Fácil quais dados seus são armazenados por ela;
• Caso o titular de dados identifique que algum dos seus dados pessoais está incorreto, deve solicitar a correção à Fácil.
• Caso o titular de dados identifique que existem dados pessoais seus sendo tratados de forma desnecessária, em excesso ou em desconformidade com as legislações pertinentes (LGPD), deve solicitar à Fácil a regularização da situação.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil informações para constatar se houve compartilhamento de dados pessoais com outras empresas/pessoas/aplicações e se sim, quais.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil a eliminação dos dados, desde que constatado a não existência de risco legal e não haja legítimo interesse para tratamento.

A Fácil poderá solicitar informações adicionais que comprovar a veracidade do titular a da solicitação encaminhada. Além disso, deve ser efetivamente constatado, após verificação interna, o excesso, a falta de necessidade ou a desconformidade com a lei para atendimento das demais solicitações.

A Fácil fornece através de seus sistemas funcionalidades e meios pelos quais os controladores de dados possam cumprir com seus objetivos e obrigações relativas aos titulares de dados pessoais. Estas soluções incluem a possibilidade de configuração da indicação e identificação de dados pessoais, emissão de relatório de impacto, configuração de privacidade, configuração de controle de acesso, aplicação de criptografia em repouso, controle de aceite de política de privacidade e cookies, confirmação do tratamento de dados e aplicação de funções de alteração, anonimização ou exclusão de dados solicitados.

TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS PESSOAIS

Para proporcionar funcionalidades avançadas, tais como resumos de documentos via ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e reconhecimento de texto em imagens (OCR), é possível que dados pessoais sejam processados internacionalmente.

A Fácil observa todos os requerimentos estabelecidos pela legislação vigente, incluindo requerimentos de parceiros ou fornecedores escolhidos. São adotadas práticas em segurança e privacidade para garantir a integridade e confidencialidade dos dados pessoais de nossos usuários.

Nossas medidas técnicas e organizacionais foram implementadas para proteger as informações, proporcionando proteção e segurança contra acessos não autorizados.

REGISTRO DE ATIVIDADES

A Fácil registra as ações que usuário realizam nos sistemas armazenando enquanto viável, informações que podem conter: endereço IP, acesso e ações realizadas no sistema disponibilizado, data e hora da ação realizada e informações sobre o dispositivo utilizado, tais como a versão de sistema operacional, navegador e geolocalização.

Também podem ser utilizas tecnologias, próprias ou de terceiros, de monitoramento das atividades realizadas enquanto são acessados sites e/ou blogs, tais como cookies e ferramentas de analytics.

Estes registros possuem como finalidade a melhora da experiência do usuário e para própria proteção dos dados tratados.

Cookies
A Fácil efetua o uso de cookies essenciais para o funcionamento de suas soluções, que servem para identificação e auxiliar em configurações de preferências de uso.

O bloqueio dos cookies pode limitar ou até mesmo impedir o uso das soluções fornecidas. Caso sejam desativados os cookies, ainda será possível navegar nos sites e nos blogs, mas partes das páginas poderão deixar de funcionar.

Ferramentas de analytics
Ferramentas podem coletar informações como da forma de visita e uso de um site, incluindo quais páginas e quando são visitadas tais páginas, além de outros sites que foram visitados antes, entre outras.

PRÁTICAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Fácil aplica medidas razoáveis para proteger as informações que os titulares compartilham com ela, que incluem, sem limitação, a implementação de processos, de equipamentos e de software, para evitar acessos e divulgação não autorizados dessas informações.

Seguem abaixo algumas das medidas de segurança adotadas pela Fácil

• Criptografia para dados em repouso, em trânsito e em uso, para garantir a integridade das informações;
• Monitoramento contínuo do ambiente;
• Análises e testes contínuos de segurança da informação;
• Auditorias periódicas;
• Controle de acesso;
• Segregação de funções;
• Políticas de backups e contingência.

Além disso, a Fácil possui certificações internacionais que demonstram o compromisso da organização em relação à segurança da informação e privacidade:
• ISO 27001
• ISAE 3402 Tipo II

RETENÇÃO E EXCLUSÃO DOS DADOS PESSOAIS

Quando aplicável ou necessário, os dados pessoais podem ficar armazenados por um período adicional para fins de auditoria, cumprimento de obrigações legais ou regulatórias, para o exercício regular de direitos da Fácil ou também pelo prazo necessário de acordo com a base legal que justifique a retenção dos dados.

ALTERAÇÕES NA POLÍTICA DE PRIVACIDADE

As políticas de privacidade são aplicáveis a partir das suas últimas revisões.
Qualquer política poderá ser alterada, sem prévio aviso, e sua nova versão será publicada.
Recomendamos contato com a Fácil para obtenção da última versão adotada ou verificação através do link de acesso disponibilizado.

FALE CONOSCO

Após a leitura desta Política de Privacidade, caso o titular de dados tenha dúvidas ou precise contatar a Fácil sobre assuntos envolvendo os dados pessoais, o contato deve ser realizado pelos canais abaixo:

Assunto: Segurança da Informação
Endereço: Rua João Pessoa, 129 – Blumenau/SC – CEP: 89012-472 – Matriz Blumenau/SC
Central de relacionamento: +55 (47) 3328-2929
E-mail: encarregadodedados@facil.com.br
Responsável: Departamento de Segurança da Informação

• Versão 2 – 14/05/2024