O que faz um profissional ser referência no mercado jurídico mudou. Você percebeu?

A IA no jurídico está redefinindo o papel dos profissionais mais experientes. Se antes a senioridade era reconhecida principalmente pelo conhecimento técnico, hoje ela passa a ser medida pela capacidade de construir soluções seguras, escaláveis e orientadas por governança. Nesse contexto, maturidade estratégica e fluência em IA se tornam competências indispensáveis. Para líderes, o desafio é desenvolver profissionais capazes de transformar tecnologia em valor para a operação e para o negócio.

Nos dois primeiros episódios da Trilha IA no jurídico: do hype ao método, a fala foi direcionada aos profissionais que estão no momento de construção de carreira e de maturidade profissional.

Daqui para frente, a conversa muda um pouco. A intenção é tratar com quem já deu passos significativos na carreira, possui anos de formação e apresenta uma maturidade diferente no cotidiano. 

Quando penso no profissional sênior no jurídico hoje, enxergo dois possíveis caminhos: 

(I) O sênior que já entendeu que usar IA virou skill básica, tão básica quanto saber pesquisar jurisprudência, e incorporou isso sem drama. 

(II) E tem o sênior que ainda resiste, que trata a IA como modismo ou como problema dos mais novos.

E os dois vão precisar encarar a mesma pergunta, que não é sobre usar ou não IA. Mas sobre o que seu líder espera de você com todo esse poder de produtividade nas mãos e por que os profissionais mais juniores vão te procurar agora. E por que isso não deveria ser apenas para validação técnica.

A cadeira de orientação mudou de lugar?

Historicamente, ser sênior é um sinal muito claro de ser consultado, não importa há quanto tempo a pessoa esteja na empresa ou no escritório. O cargo sênior implica diretamente ser um pilar de conhecimento, base técnica, olhar treinado, comportamento corporativo alinhado e até um pouco de gestão de pessoas. 

Também era claro o que o mercado esperava: capacidade de bater o olho no contencioso e identificar o que não funciona ou saber identificar rapidamente o que não funciona e propor soluções, por exemplo. 

Só que, em um mundo cada vez mais ágil, onde os profissionais mais novos precisam aprender a construir base para trabalhar com IA e usar essa tecnologia para soluções criativas, a cadeira de orientação do sênior deixa de ser predominantemente técnica e passa a abranger as mais diversas skills. 

Há também um dado do próprio mercado jurídico que nos ajuda a entender as mudanças consideráveis nas skills de todos os profissionais da área. O State of the Industry 2026, do CLOC,  mostra uma conta que não fecha mais da forma antiga: a demanda no jurídico segue crescendo, como sempre, mas apenas 32% dos departamentos esperam aumentar o número de advogados contratados. A mira do mercado está em absorver essa carga por eficiência com tecnologia, disciplina operacional e governança.

Referência, agora, se constrói além do técnico-jurídico convencional

Essa é a virada: perceber que o diferencial deixou de ser repertório, por si só, porque cada vez mais as pessoas aprendem a acessar o repertório das suas próprias máquinas. O que a maturidade profissional traz é outra coisa: a capacidade de transformar esse repertório em solução construída, algo seguro, escalável e capaz de absorver o crescimento do operacional, se necessário.

Se antes o sênior via o problema, apontava o caminho, auxiliava nessa construção e, muitas vezes, estava mais perto de ser um gestor de pessoas do que de alguém que põe a mão na massa, o mercado passa a enxergar o profissional mais experiente como alguém cada vez mais próximo de criar novos agentes, novas automações e de pensar em tudo de forma 360: escala, segurança, previsibilidade e custo.

Até pouco tempo, fazia sentido incluir mais uma etapa de validação em um fluxo, porque você entendia o processo e a liderança confiava na sua percepção, hoje a liderança quer entender como você vai fazer isso sem aumentar headcount ou a demanda do time, porque a IA faz trabalhos operacionais como ninguém.

Uma pesquisa recente da ACC, que ouviu 1.049 líderes jurídicos em 43 países, mostra essa direção: 63% dos líderes de departamentos jurídicos esperam manter o número de advogados estável, apostando na requalificação de quem já está no time, agregando valor e eficiência com IA. 

Além disso, 47% afirmam que os próprios CEOs esperam que as lideranças jurídicas desenvolvam proficiência em tecnologia e IA. A mudança está aqui. A pergunta passa a ser: “o que você entrega com o que já tem”.

Da teoria para a prática

Em operações enxutas, “o operacional cresceu” parou de significar aumento de headcount e passou a significar: “o que você constrói para dar conta disso?”. É exatamente aqui que a IA no jurídico entra com peso, não como ferramenta de resumir e minutar, mas como um conjunto praticamente ilimitado de possibilidades para criar soluções que reduzem necessidades operacionais e encurtam meses de trabalho. 

Vivi uma história parecida. Em uma agenda de 1:1, precisei avisar à minha liderança que estava super contente com a integração das áreas com a minha equipe, mas que isso tinha aumentado demais o operacional no time. Comentei que talvez a solução fosse delegar para alguns profissionais tarefas que antes não existiam, mas que agora faziam sentido para os reportes semanais e entregavam dados importantes para a operação.

Só que não saí satisfeita daquela conversa, porque aquela proposta ainda não fechava. Decidi mapear todas essas novas tarefas e pensar melhor. Dormi com o problema e fiquei com essa pergunta atravessada por alguns dias.

Até que ela virou outra pergunta: e se a saída não fosse dividir aquilo, mas resolver de outro jeito?

O pensamento estratégico mudou

Quando você constrói uma automação, um agente ou um fluxo, não está só resolvendo uma tarefa. Está criando algo que processa dados, toma decisão, que roda sozinho. Na prática seu líder hoje não espera apenas que isso funcione. Espera que você tenha pensado na segurança e na governança: quem tem acesso, o que fica registrado, quais dados sensíveis passam por ali e quem precisa aprovar cada etapa, mesmo que nada disso faça parte da sua formação em Direito. 

Isso tem um nome fora do jurídico também. O relatório de tendências da Udemy Business de 2026 define fluência em IA não como saber operar a ferramenta, mas como saber prever os impactos dela para além dos imediatos e entender quando confiar e quando pausar. Ou seja, a competência que o mercado passou a chamar de fluência é justamente a que você exercita quando pensa na segurança do que constrói.

Será que a expectativa é que um profissional sênior de contratos seja sênior apenas em contratos? Ou espera-se que ele tenha maturidade para pensar em segurança e governança daquilo que constrói com IA, mesmo que “construir um RPA seguro” não estivesse em nenhuma ementa da faculdade ou da pós? A resposta, hoje, é a segunda. Construir uma solução que funciona é uma coisa, fazer uma que você consegue explicar, auditar e defender é outra bem diferente.

Governança é parte da entrega

No meu caso, fui colocar a mão na massa: estudar, aprender, entender novas alternativas para aqueles pontos que me pareciam velhos problemas, embora fossem novas tarefas da operação. Encontrei a saída, aprendi um pouco sobre programação utilizando a IA, coloquei de pé de oito a dez RPAs que faziam as funções que eu precisava e ganhei um tempo operacional que antes estava faltando. Eu fiquei quase feliz com aquilo.

Quase porque tinha certeza que aquelas soluções eram escaláveis, mas não conhecia as melhores estratégias de arquitetura de códigos, não dominava as regras de Segurança da Informação para aqueles desenvolvimentos e também não tinha mapeado, naquele momento, quais eram os profissionais e áreas da empresa que precisavam estar envolvidos naquelas aprovações. 

Eu tinha grandes chances de ganhar escala, mas, para isso, precisava pensar na governança e na segurança. Fui atrás de todos esses pontos e, só depois, passei a ter duas bases sólidas: 

(i) Aprovação e conhecimento para seguir e escalar 

(ii) Um caminho mapeado de como todo o time precisa fazer quando criar alguma solução parecida.

O que faz alguém ser referência hoje

Além de construir com IA, você precisa, inevitavelmente, pensar na segurança, na governança, na escalabilidade e no custo. Porque é isso que esperam de você: que desenvolva soluções e mostre os impactos para além dos efeitos diretos. 

É justamente isso que faz com que os profissionais mais juniores do time continuem te procurando. Agora, eles irão aprender com você também sobre os macros da solução, sobre o que vem depois que ela passa a funcionar. 

Não é a automação que vira referência, mas o julgamento por trás dela.

Para o líder do outro lado

O que mudou para o seu sênior é que a régua deixou de ser “entender o problema e apontar o caminho” e passou a ser “erguer uma solução segura, escalável e pensada por inteiro”. Não é mais apenas sobre o quanto ele sabe ou quantas pessoas ele coordena; é sobre o que ele constrói e consegue defender. 

E os profissionais mais juniores continuam aprendendo com ele, só que agora essa orientação está mais relacionada à maturidade corporativa, não só técnica. Reconhecer essa mudança é o que permite cobrar do seu sênior o que faz sentido hoje e valorizar o que ele está construindo.

Do hype ao método: o que você pode fazer agora

O hype é usar a IA. Já o método envolve três principais pontos: construir, blindar e documentar o que se constrói. 

Os prompts abaixo são pontos de partida, não receitas prontas. Eles são o começo de uma conversa com a IA, que você vai refinando conforme a sua realidade, exatamente como eu fiz quando precisei aprender o que ainda não sabia.

Comece ainda esta semana

1. Construa algo

Da próxima vez que perceber o surgimento de novas demandas operacionais ou a necessidade de deixar alguma atividade operacional para focar no estratégico, faça esta pergunta à IA antes: 

“Tenho uma tarefa que hoje consome meu tempo e que eu pensaria em delegar: [descreva a tarefa e o que ela envolve]. Antes, quero saber se dá para eu mesmo automatizar isso, considerando que não sei programar.Me diga com honestidade se vale a pena automatizar ou não, qual seria o passo a passo e por onde começar. Além disso, aponte desde já quais cuidados preciso ter em termos de segurança e de dados sensíveis para construir essa solução com segurança desde o início.”

Nos próximos meses

2. Blinde o que você já construiu
Construiu uma automação e ela funciona? Ótimo. Mas funcionar é apenas metade do  caminho. Antes de escalar, use a IA para revisar o que você fez e descobrir o que ainda não sabe sobre a segurança da solução:

“Construí uma automação que faz [o quê] e acessa [qual dado]. Quero blindá-la antes de escalar. Primeiro, pensando em segurança da informação e governança, avalie a arquitetura do que eu construí: usei boas práticas de segurança? Onde estão os pontos frágeis? O que um especialista faria diferente? Depois, me ajude a montar um documento de governança dessa solução: quais dados sensíveis passam por ela, quem deveria ter acesso, o que precisa ficar registrado, e quais áreas, segurança da informação, privacidade, compliance, precisam validar isso antes de escalar. Me responda em duas partes: a auditoria técnica primeiro, o documento depois. Em linguagem acessível para quem não é da área técnica.”

Esse retorno da IA é o seu primeiro filtro, não o substituto da validação real com o time de Segurança da Informação. Ele mostra o que perguntar e o que revisar antes de levar para quem, de fato, aprova.

Para desenvolver ao longo da carreira

3. Documente o que você construiu, não só o código, mas também o raciocínio
Uma automação sem documentação morre com quem a criou. O sênior que constrói e desaparece deixa um problema; o que constrói e documenta deixa um ativo. Depois de blindar a solução, registre:

“Construí uma automação no meu trabalho e quero criar um playbook completo dela, para que qualquer pessoa da equipe entenda, mantenha e confie no que ela faz, mesmo sem mim. Me ajude a estruturar esse documento contemplando: o que a automação faz e qual problema resolve; como ela funciona, passo a passo; quando e com que frequência ela roda; quais dados ela acessa e o que faz com eles; como ela foi arquitetada e por que essas escolhas foram feitas; quem validou e quem precisa ser acionado se algo falhar e quaisquer outros pontos relevantes que eu não tenha abordado diretamente. Organize o conteúdo de forma que sea útil tanto para quem é técnico quanto para quem não é.”

Esse é o documento que transforma o que você fez em algo que a empresa pode manter. É onde a sua visão, o porquê das escolhas, ficam registradas.

Artigo assinado por Manuella Gelli, Legal Operations & IA

Diferenciais do Espaider

Conheça todos os diferenciais de acordo com o segmento

Departamentos Jurídicos

Contencioso, Consultivo, Contratos, Workflow, Societário, Propriedade Intelectual, GED, dentre outros.

Escritórios
Versão Completa

Contencioso, GED, Time-Sheet, Financeiro, Contabilidade, Contratos, Propriedade Intelectual, Recuperação de Crédito, dentre outros.

Escritórios
Versão Essencial

Contencioso, incluindo robôs de monitoramento processual, com alguns controles financeiros e ótimo custo/benefício.

Política de Privacidade

A Fácil Informática Ltda. respeita a privacidade de seus clientes e potenciais clientes, utilizadores ou interessados em seus produtos e serviços em conformidade com as normas e princípios legais brasileiros.

A Fácil reconhece a importância de proteger informações recolhidas que estejam em seu poder.

Esta política descreve como e quais dados pessoais são coletados e tratados, além dos direitos dos titulares nos sistemas internos e que a Fácil é controladora.

As políticas complementares adequadas à produtos, serviços e site, haja vista a necessidade diferenciada de informações a serem coletadas, podem ser aplicadas e serão apresentadas conforme o uso, se aplicável.
A política pode ser visualizada em versão PDF através deste link.

APLICAÇÃO
A política atende sistemas em que a Fácil é controladora dos dados, de acesso público ou interno, como:

• TRM
• Facilcorp
• Gestão RH
• Site facil.com.br

Sendo aplicável para clientes ativos, clientes inativos, prospectos, usuários dos sistemas e candidatos a vagas de empregos, considerando a coleta destes dados em território brasileiro.

A política não se aplica em relação aos dados coletados e armazenados por produtos comercializados pela Fácil e utilizados por seus clientes. Nestes casos, o controlador dos dados é o cliente e a Fácil caracteriza o papel de operadora dos dados nestes casos.

Os dados coletados de colaboradores e terceirizados são tratados em contratos próprios, com cláusulas de privacidade direcionados, para cumprimento das funções exercidas de acordo com o legítimo interesse.

Os dados pessoais podem ser coletados quando os clientes, prospectos, colaboradores e fornecedores:

• Firmam um contrato de prestação de serviços com a Fácil;
• Firmam um contrato de relação empregatícia com a Fácil;
• Solicitam e negociam a contratação de uma nova funcionalidade do Sistema Espaider;
• Realizam ou solicitam contato comercial;
• Enviam dados relacionados a candidatura de vagas de emprego.

DADOS COLETADOS PELA FÁCIL E PARA QUAIS FINALIDADES

A coleta de dados pessoais e qualquer tratamento a ser realizado é justificado a partir de uma ou mais finalidades legítimas. O tratamento é reduzido de modo a ser mitigado qualquer uso de pretexto injustificado ou ilegítimo.

Alguns exemplos são: nome, endereço, e-mail, telefone celular e outros assemelhados.

Finalidades para as quais os dados pessoais são utilizados:

• Contato por e-mail para esclarecimento de dúvidas, envio de avisos, informativos, detalhes de negociações, configurações feitas em sistemas dos clientes, agendamento de reuniões, etc.;
• Contato por telefone para urgências, dúvidas, atendimentos, agendamento de reuniões, etc.;
• Para retornar ao interessado e responder eventuais dúvidas, estabelecer eventual negociação de seus produtos e serviços, emitir e enviar propostas e outros documentos com conteúdos a respeito de seus produtos e serviços;
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário;
• Cadastro nos sistemas internos e de gestão da Fácil;
• Pagamento de salário e contratação de benefícios aos colaboradores;
• Colaboração ou cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Envio de informativos Cutting Edge para as pessoas classificadas como clientes e elegíveis para receber o comunicativo interno uma vez ao mês;
• Marketing, prospecção, pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• De candidatos a emprego. Nesses casos as informações podem ser compartilhadas com empresas que prestam o serviço de recrutamento e seleção para a Fácil.

A Fácil oferece aos clientes, e potenciais clientes, a opção de receber e-mails promocionais da Fácil. Os usuários poderão recusar essas comunicações. As instruções para o cancelamento de recebimento de e-mails promocionais da Fácil são fornecidas nas mesmas comunicações.

As atividades descritas nesta política se aplicam ao tratamento dos seus dados pessoais no Brasil e estão sujeitas às leis locais aplicáveis, com destaque para a Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, ou “LGPD”) a partir de sua entrada em vigor e em conformidade com sua versão mais recente, inclusive adequando-se a qualquer futura alteração.

DADOS DE NAVEGAÇÃO E DO DISPOSITIVO

Informações técnicas adicionais podem ser coletadas, sendo:

• Endereço IP do dispositivo utilizado para acessar os serviços ou produtos
• Dados técnicos e atributos do dispositivo, como informações de URL, navegador, modelo e sistema operacional
• Cookies

Finalidades
• Geração de estatísticas, estudos, pesquisas e levantamentos pertinentes às atividades e comportamento no uso dos produtos ou serviços.
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário.
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador.
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória.

DADOS DE MENORES DE IDADE

A Fácil assegura que o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes segue rigorosamente as disposições legais, conforme estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nesse sentido, todas as operações envolvendo dados desses grupos etários obedecem às mesmas diretrizes aplicadas aos demais titulares, incluindo a obtenção de autorização parental conforme exigido pela LGPD. Os procedimentos adotados pela empresa garantem a segurança e a privacidade dos dados, com constante revisão e ajustes conforme necessários para manter a conformidade legal e aprimorar as práticas de proteção de dados.

COMPARTILHAMENTO DE DADOS PESSOAIS

A Fácil poderá compartilhar os dados pessoais caso solicitado ou previamente autorizado pelos titulares dos dados pessoais.

O compartilhamento dos dados também poderá ser feito com terceiros parceiros e com autoridades e órgãos reguladores para diferentes finalidades, quando necessário. Sempre que efetuado, o compartilhamento de dados será realizado dentro dos limites e propósitos dos negócios da Fácil e de acordo com o que autoriza a legislação aplicável.

O compartilhamento de dados pode ser feito para atingir as seguintes finalidades:
• Pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• Envio de avisos por e-mail a respeito de instabilidades nos serviços da Fácil;
• Exercício regular de direitos da Fácil;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Contratação de benefícios aos colaboradores.

DIREITOS DO TITULAR DE DADOS PESSOAIS

Como titular dos dados pessoais, existem direitos que podem e devem ser aplicados em relação ao tratamento e armazenamento de dados pelo controlador, conforme determinado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Considerações:

• O titular dos dados pode solicitar à Fácil quais dados seus são armazenados por ela;
• Caso o titular de dados identifique que algum dos seus dados pessoais está incorreto, deve solicitar a correção à Fácil.
• Caso o titular de dados identifique que existem dados pessoais seus sendo tratados de forma desnecessária, em excesso ou em desconformidade com as legislações pertinentes (LGPD), deve solicitar à Fácil a regularização da situação.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil informações para constatar se houve compartilhamento de dados pessoais com outras empresas/pessoas/aplicações e se sim, quais.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil a eliminação dos dados, desde que constatado a não existência de risco legal e não haja legítimo interesse para tratamento.

A Fácil poderá solicitar informações adicionais que comprovar a veracidade do titular a da solicitação encaminhada. Além disso, deve ser efetivamente constatado, após verificação interna, o excesso, a falta de necessidade ou a desconformidade com a lei para atendimento das demais solicitações.

A Fácil fornece através de seus sistemas funcionalidades e meios pelos quais os controladores de dados possam cumprir com seus objetivos e obrigações relativas aos titulares de dados pessoais. Estas soluções incluem a possibilidade de configuração da indicação e identificação de dados pessoais, emissão de relatório de impacto, configuração de privacidade, configuração de controle de acesso, aplicação de criptografia em repouso, controle de aceite de política de privacidade e cookies, confirmação do tratamento de dados e aplicação de funções de alteração, anonimização ou exclusão de dados solicitados.

TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS PESSOAIS

Para proporcionar funcionalidades avançadas, tais como resumos de documentos via ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e reconhecimento de texto em imagens (OCR), é possível que dados pessoais sejam processados internacionalmente.

A Fácil observa todos os requerimentos estabelecidos pela legislação vigente, incluindo requerimentos de parceiros ou fornecedores escolhidos. São adotadas práticas em segurança e privacidade para garantir a integridade e confidencialidade dos dados pessoais de nossos usuários.

Nossas medidas técnicas e organizacionais foram implementadas para proteger as informações, proporcionando proteção e segurança contra acessos não autorizados.

REGISTRO DE ATIVIDADES

A Fácil registra as ações que usuário realizam nos sistemas armazenando enquanto viável, informações que podem conter: endereço IP, acesso e ações realizadas no sistema disponibilizado, data e hora da ação realizada e informações sobre o dispositivo utilizado, tais como a versão de sistema operacional, navegador e geolocalização.

Também podem ser utilizas tecnologias, próprias ou de terceiros, de monitoramento das atividades realizadas enquanto são acessados sites e/ou blogs, tais como cookies e ferramentas de analytics.

Estes registros possuem como finalidade a melhora da experiência do usuário e para própria proteção dos dados tratados.

Cookies
A Fácil efetua o uso de cookies essenciais para o funcionamento de suas soluções, que servem para identificação e auxiliar em configurações de preferências de uso.

O bloqueio dos cookies pode limitar ou até mesmo impedir o uso das soluções fornecidas. Caso sejam desativados os cookies, ainda será possível navegar nos sites e nos blogs, mas partes das páginas poderão deixar de funcionar.

Ferramentas de analytics
Ferramentas podem coletar informações como da forma de visita e uso de um site, incluindo quais páginas e quando são visitadas tais páginas, além de outros sites que foram visitados antes, entre outras.

PRÁTICAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Fácil aplica medidas razoáveis para proteger as informações que os titulares compartilham com ela, que incluem, sem limitação, a implementação de processos, de equipamentos e de software, para evitar acessos e divulgação não autorizados dessas informações.

Seguem abaixo algumas das medidas de segurança adotadas pela Fácil

• Criptografia para dados em repouso, em trânsito e em uso, para garantir a integridade das informações;
• Monitoramento contínuo do ambiente;
• Análises e testes contínuos de segurança da informação;
• Auditorias periódicas;
• Controle de acesso;
• Segregação de funções;
• Políticas de backups e contingência.

Além disso, a Fácil possui certificações internacionais que demonstram o compromisso da organização em relação à segurança da informação e privacidade:
• ISO 27001
• ISAE 3402 Tipo II

RETENÇÃO E EXCLUSÃO DOS DADOS PESSOAIS

Quando aplicável ou necessário, os dados pessoais podem ficar armazenados por um período adicional para fins de auditoria, cumprimento de obrigações legais ou regulatórias, para o exercício regular de direitos da Fácil ou também pelo prazo necessário de acordo com a base legal que justifique a retenção dos dados.

ALTERAÇÕES NA POLÍTICA DE PRIVACIDADE

As políticas de privacidade são aplicáveis a partir das suas últimas revisões.
Qualquer política poderá ser alterada, sem prévio aviso, e sua nova versão será publicada.
Recomendamos contato com a Fácil para obtenção da última versão adotada ou verificação através do link de acesso disponibilizado.

FALE CONOSCO

Após a leitura desta Política de Privacidade, caso o titular de dados tenha dúvidas ou precise contatar a Fácil sobre assuntos envolvendo os dados pessoais, o contato deve ser realizado pelos canais abaixo:

Assunto: Segurança da Informação
Endereço: Rua João Pessoa, 129 – Blumenau/SC – CEP: 89012-472 – Matriz Blumenau/SC
Central de relacionamento: +55 (47) 3328-2929
E-mail: encarregadodedados@facil.com.br
Responsável: Departamento de Segurança da Informação

• Versão 2 – 14/05/2024