Previsibilidade jurídica: o papel de Legal Ops na gestão estratégica de contingências

Previsibilidade jurídica não depende apenas de boas avaliações jurídicas — depende de governança, dados confiáveis e processos estruturados. Neste artigo, Flávia Furlan discute como Legal Ops pode transformar a gestão de contingências em uma capacidade estratégica, reduzindo subjetividades, aumentando a acurácia das provisões e fortalecendo a confiança do jurídico junto à liderança e ao financeiro.

Pergunta direta: quem realmente sente que sua organização ou escritório consegue prever, com razoável confiança, o comportamento das contingências nos próximos 12 meses?

Normalmente, quando faço essa pergunta, as respostas se distribuem entre algumas situações bastante conhecidas:

  • Temos dados, mas pouca confiança nas projeções;
  • Temos muita informação, mas pouca visibilidade;
  • Dependemos fortemente da percepção individual dos advogados.

Quando a maioria das respostas se concentra nesses cenários, um ponto importante se torna evidente: o problema não é a falta de informação, mas sim a falta de estrutura para transformar informação em previsibilidade.

E talvez esse seja um dos maiores equívocos do mercado jurídico atualmente.

Durante anos, aprendemos a enxergar a provisão como o principal instrumento de gestão das contingências. No entanto, a provisão é apenas o resultado final de uma cadeia de decisões, classificações, critérios e interpretações. Quando essa cadeia apresenta falhas, o número produzido ao final tende a transmitir uma sensação de precisão que nem sempre corresponde à realidade.

A base regulatória existe. O desafio é operacional.

Do ponto de vista regulatório, o tema não é novo.

O Pronunciamento Técnico CPC 25 estabelece critérios para reconhecimento, mensuração e divulgação de provisões, passivos contingentes e ativos contingentes.

Em termos práticos, a provisão representa um passivo de prazo ou valor incertos, calculado com base na melhor estimativa de desembolso exigido para liquidar uma obrigação existente na data do balanço.

O aspecto mais interessante do CPC 25 é que ele exige uma estimativa confiável da obrigação. E justamente aí reside o maior desafio das organizações. A norma estabelece o resultado esperado, mas não define como o jurídico deve construir a estrutura necessária para produzir avaliações consistentes. É nesse espaço entre a exigência regulatória e a realidade operacional que surgem as maiores dificuldades de provisionamento.

Como as organizações calculam o risco?

Na prática, duas abordagens costumam predominar.

A primeira utiliza métodos estatísticos, como modelos de scoring, análise histórica e jurimetria, capazes de identificar padrões em grandes volumes de dados.

A segunda, ainda predominante em boa parte do mercado, baseia-se na avaliação jurídica individual realizada por advogados internos ou escritórios externos.

Naturalmente, a experiência jurídica é indispensável.

O problema surge quando toda a avaliação depende predominantemente da percepção humana. Nesse cenário, dois profissionais igualmente qualificados podem chegar a conclusões completamente diferentes sobre o mesmo caso.

O resultado, obviamente, não surpreende: classificações inconsistentes, provisões voláteis e dificuldade crescente para explicar oscilações ao financeiro, à auditoria e à alta administração.

Mas por que a previsibilidade jurídica ainda é tão baixa?

Grande parte do problema reside no fato de que muitas organizações e escritórios ainda operam sob uma lógica artesanal.

Os sintomas costumam ser conhecidos:

  • Dados dispersos em planilhas, sistemas e relatórios;
  • Critérios de classificação diferentes entre áreas e escritórios;
  • Atualizações inconsistentes;
  • Dependência excessiva da percepção individual;
  • Ausência de governança estruturada.

Nessas circunstâncias, a provisão não necessariamente representa o risco real, ela representa a interpretação predominante naquele momento.

Por isso, uma provocação importante é necessária: o problema não é a provisão, a provisão é apenas a consequência.

A origem do problema normalmente está em quatro elementos fundamentais:

  • Qualidade dos dados;
  • Critérios de classificação;
  • Governança;
  • Monitoramento contínuo.

Muitas organizações investem energia tentando aperfeiçoar a provisão, quando deveriam estar aperfeiçoando os fatores que a produzem.

Se os dados são inconsistentes, os critérios são subjetivos e não existe governança, a provisão será apenas um número sofisticadamente impreciso.

O custo invisível da imprevisibilidade

Quando falamos de contingências, a tendência é concentrar a discussão no impacto financeiro. Porém, a imprevisibilidade produz efeitos muito mais amplos.

Ela afeta:

  • Orçamento;
  • Fluxo de caixa;
  • Planejamento financeiro;
  • Credibilidade das projeções;
  • Relação com auditorias;
  • Confiança da liderança.

Existe também um custo menos visível, porém igualmente relevante: a perda de credibilidade do próprio jurídico.

Quando as projeções mudam drasticamente a cada fechamento, o problema deixa de ser apenas contábil e passa a ser um problema de confiança. E confiança é um dos ativos mais importantes para que o jurídico participe efetivamente das decisões estratégicas da organização.

Estamos realmente prevendo bem?

Talvez a pergunta mais desconfortável seja justamente esta.

Poucas organizações medem formalmente a qualidade das próprias previsões.

Poucas ou quase nenhuma monitoram seu Índice de Acurácia do Provisionamento e isso significa que não sabemos se estamos acertando ou errando.

Um estudo realizado pela Procuradoria-Geral do Banco Central do Brasil buscou justamente medir a acurácia das avaliações de risco judicial. O resultado foi surpreendente: o índice geral de acurácia encontrado foi de 57,13%.

O dado é compatível com estudos internacionais que apontam índices próximos de 59%!

Em outras palavras, mesmo profissionais altamente qualificados apresentam desempenho apenas moderadamente superior ao acaso em determinadas previsões jurídicas.

Esse dado evidencia a complexidade do fenômeno jurídico e reforça a necessidade de modelos mais estruturados de avaliação de risco, até porque, o que não é medido dificilmente será melhorado.

Por isso, implementar indicadores de acurácia deveria ser uma prática muito mais comum no jurídico e em escritórios.

Se a baixa previsibilidade está relacionada à qualidade dos dados, à ausência de critérios consistentes e à falta de governança, a solução dificilmente será encontrada apenas em uma reavaliação jurídica dos processos. É necessário estruturar o ambiente que produz essas avaliações.

E quem pode resolver esse desafio?

A resposta passa por Legal Ops, área que é, acima de tudo, uma disciplina de gestão.

Seu papel mais importante dentro dessa temática é criar as condições necessárias para transformar risco jurídico em informação confiável.

Isso envolve competências relacionadas a:

  • Governança;
  • Gestão de dados;
  • Processos;
  • Indicadores;
  • Tecnologia;
  • Gestão financeira;
  • Gestão de fornecedores;
  • Planejamento estratégico.

A tecnologia tem papel relevante nesse contexto, especialmente diante do avanço da inteligência artificial, mas existe uma diferença importante entre acelerar um processo e transformá-lo.

Sem governança, a IA apenas acelera problemas já existentes.
Sem governança + IA = caos mais rápido
Com governança + IA = escala e previsibilidade

A inteligência artificial possui enorme potencial para apoiar classificação, monitoramento e identificação de padrões. Contudo, sua eficácia continua diretamente relacionada à qualidade dos dados que a alimentam. Organizações que ainda enfrentam problemas básicos de governança dificilmente resolverão suas limitações apenas adicionando novas camadas tecnológicas.

Legal Ops e a condução pelo caminho da maturidade na gestão de contingências

Ao analisar organizações com diferentes níveis de evolução na gestão jurídica, fica evidente que a previsibilidade não surge da implementação de uma ferramenta específica, nem da simples criação de uma área de Legal Ops, mas sim ela é resultado de uma jornada de maturidade.

Muitas empresas ainda se encontram em um estágio operacional, no qual os dados estão dispersos entre planilhas, sistemas e relatórios, os critérios de classificação variam entre profissionais e escritórios, e a atualização das informações depende muito mais da iniciativa individual do que de um processo estruturado.

Nesse cenário, a confiança nas projeções tende a ser baixa, justamente porque a organização não consegue garantir consistência na informação produzida.

À medida que a gestão evolui, surge um estágio de maior controle, marcado pela consolidação dos dados, pela definição de critérios padronizados e pela criação de rotinas de atualização. O foco deixa de ser apenas registrar informações e passa a ser garantir que elas sejam produzidas de maneira uniforme.

O próximo nível é o da governança. Nesse momento, a organização passa a monitorar indicadores, estabelecer responsabilidades claras e criar mecanismos de acompanhamento contínuo. A confiança deixa de estar baseada nas pessoas e passa a estar baseada no processo.

Por fim, as organizações mais maduras conseguem utilizar seus dados de forma estratégica. Elas não apenas acompanham o risco existente, mas também identificam tendências, simulam cenários e apoiam decisões futuras com base em evidências. Nesse estágio, a previsibilidade deixa de ser um objetivo e passa a ser uma capacidade organizacional.

A matriz acima ilustra essa evolução e o nível em que a sua organização ou escritório pode estar.

Porém, mais importante do que identificar em qual estágio sua organização se encontra é compreender qual é o próximo passo necessário para avançar.

Afinal, a transformação da gestão de contingências não acontece de forma repentina; ela é construída gradualmente, por meio da melhoria contínua dos dados, da governança e da capacidade analítica.

Independentemente do nível de maturidade, algumas iniciativas podem gerar ganhos significativos:

  • Mapear critérios atuais de classificação de risco;
  • Padronizar conceitos e taxonomias;
  • Definir governança para atualização das informações;
  • Implementar indicadores de qualidade dos dados;
  • Medir o Índice de Acurácia do Provisionamento;
  • Integrar jurídico e financeiro na discussão de contingências;
  • Utilizar tecnologia para monitoramento e consolidação de informações.

A previsibilidade não surge da noite para o dia. Ela é construída gradualmente por meio de processos consistentes.

Entre todas as iniciativas possíveis, talvez a mais negligenciada seja a medição sistemática da acurácia das avaliações jurídicas. Afinal, não é possível melhorar aquilo que não se mede.

Antes de discutir inteligência artificial, automação ou analytics avançado, organizações e escritórios deveriam ser capazes de responder a uma pergunta simples: qual é o índice de acerto das nossas avaliações de risco?

Entre a incerteza e a tomada de decisão

A discussão sobre contingências costuma ser conduzida sob uma perspectiva predominantemente contábil ou processual. Entretanto, à medida que as organizações se tornam mais dependentes de informações confiáveis para tomada de decisão, torna-se cada vez mais evidente que a previsibilidade jurídica é, antes de tudo, um tema de gestão.

O desafio não está apenas em calcular provisões ou classificar riscos, mas em construir um ambiente capaz de produzir informações consistentes, comparáveis e confiáveis ao longo do tempo.

Quando os dados são frágeis, os critérios são subjetivos e a governança é insuficiente, qualquer projeção estará sujeita a oscilações significativas, comprometendo não apenas o planejamento financeiro, mas também a credibilidade do próprio departamento jurídico perante a organização.

Nesse contexto, Legal Ops assume um papel fundamental porque oferece os mecanismos necessários para estruturar dados, padronizar processos, estabelecer governança e transformar informações dispersas em inteligência de negócio.

É justamente essa transformação que permite reduzir incertezas e aumentar a qualidade das decisões.

A previsibilidade absoluta provavelmente nunca existirá no universo jurídico. O comportamento dos tribunais, as mudanças regulatórias e as particularidades de cada caso continuarão impondo desafios a qualquer modelo de avaliação de risco. Ainda assim, existe uma diferença significativa entre conviver com a incerteza e administrá-la de forma estratégica.

Organizações mais maduras não necessariamente erram menos porque conseguem prever o futuro; elas erram menos porque compreendem melhor seus riscos, monitoram continuamente seus indicadores e aprendem com seus próprios resultados.

Talvez por isso a principal pergunta não seja se uma empresa ou escritório consegue prever perfeitamente suas contingências para os próximos doze meses.

A pergunta mais relevante é se existe uma estrutura capaz de transformar experiência jurídica, dados e conhecimento institucional em previsibilidade suficiente para apoiar decisões mais inteligentes. E é justamente nessa capacidade que reside a diferença entre um jurídico que apenas administra processos e um jurídico que efetivamente influencia a estratégia do negócio.

Artigo assinado por Flávia Furlan, Legal Ops na Uber e Regional Leader do CLOC Brasil.

Diferenciais do Espaider

Conheça todos os diferenciais de acordo com o segmento

Departamentos Jurídicos

Contencioso, Consultivo, Contratos, Workflow, Societário, Propriedade Intelectual, GED, dentre outros.

Escritórios
Versão Completa

Contencioso, GED, Time-Sheet, Financeiro, Contabilidade, Contratos, Propriedade Intelectual, Recuperação de Crédito, dentre outros.

Escritórios
Versão Essencial

Contencioso, incluindo robôs de monitoramento processual, com alguns controles financeiros e ótimo custo/benefício.

Política de Privacidade

A Fácil Informática Ltda. respeita a privacidade de seus clientes e potenciais clientes, utilizadores ou interessados em seus produtos e serviços em conformidade com as normas e princípios legais brasileiros.

A Fácil reconhece a importância de proteger informações recolhidas que estejam em seu poder.

Esta política descreve como e quais dados pessoais são coletados e tratados, além dos direitos dos titulares nos sistemas internos e que a Fácil é controladora.

As políticas complementares adequadas à produtos, serviços e site, haja vista a necessidade diferenciada de informações a serem coletadas, podem ser aplicadas e serão apresentadas conforme o uso, se aplicável.
A política pode ser visualizada em versão PDF através deste link.

APLICAÇÃO
A política atende sistemas em que a Fácil é controladora dos dados, de acesso público ou interno, como:

• TRM
• Facilcorp
• Gestão RH
• Site facil.com.br

Sendo aplicável para clientes ativos, clientes inativos, prospectos, usuários dos sistemas e candidatos a vagas de empregos, considerando a coleta destes dados em território brasileiro.

A política não se aplica em relação aos dados coletados e armazenados por produtos comercializados pela Fácil e utilizados por seus clientes. Nestes casos, o controlador dos dados é o cliente e a Fácil caracteriza o papel de operadora dos dados nestes casos.

Os dados coletados de colaboradores e terceirizados são tratados em contratos próprios, com cláusulas de privacidade direcionados, para cumprimento das funções exercidas de acordo com o legítimo interesse.

Os dados pessoais podem ser coletados quando os clientes, prospectos, colaboradores e fornecedores:

• Firmam um contrato de prestação de serviços com a Fácil;
• Firmam um contrato de relação empregatícia com a Fácil;
• Solicitam e negociam a contratação de uma nova funcionalidade do Sistema Espaider;
• Realizam ou solicitam contato comercial;
• Enviam dados relacionados a candidatura de vagas de emprego.

DADOS COLETADOS PELA FÁCIL E PARA QUAIS FINALIDADES

A coleta de dados pessoais e qualquer tratamento a ser realizado é justificado a partir de uma ou mais finalidades legítimas. O tratamento é reduzido de modo a ser mitigado qualquer uso de pretexto injustificado ou ilegítimo.

Alguns exemplos são: nome, endereço, e-mail, telefone celular e outros assemelhados.

Finalidades para as quais os dados pessoais são utilizados:

• Contato por e-mail para esclarecimento de dúvidas, envio de avisos, informativos, detalhes de negociações, configurações feitas em sistemas dos clientes, agendamento de reuniões, etc.;
• Contato por telefone para urgências, dúvidas, atendimentos, agendamento de reuniões, etc.;
• Para retornar ao interessado e responder eventuais dúvidas, estabelecer eventual negociação de seus produtos e serviços, emitir e enviar propostas e outros documentos com conteúdos a respeito de seus produtos e serviços;
• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário;
• Cadastro nos sistemas internos e de gestão da Fácil;
• Pagamento de salário e contratação de benefícios aos colaboradores;
• Colaboração ou cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Envio de informativos Cutting Edge para as pessoas classificadas como clientes e elegíveis para receber o comunicativo interno uma vez ao mês;
• Marketing, prospecção, pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• De candidatos a emprego. Nesses casos as informações podem ser compartilhadas com empresas que prestam o serviço de recrutamento e seleção para a Fácil.

A Fácil oferece aos clientes, e potenciais clientes, a opção de receber e-mails promocionais da Fácil. Os usuários poderão recusar essas comunicações. As instruções para o cancelamento de recebimento de e-mails promocionais da Fácil são fornecidas nas mesmas comunicações.

As atividades descritas nesta política se aplicam ao tratamento dos seus dados pessoais no Brasil e estão sujeitas às leis locais aplicáveis, com destaque para a Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, ou “LGPD”) a partir de sua entrada em vigor e em conformidade com sua versão mais recente, inclusive adequando-se a qualquer futura alteração.

DADOS DE NAVEGAÇÃO E DO DISPOSITIVO

Informações técnicas adicionais podem ser coletadas, sendo:

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Finalidades
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• Exercício regular de direitos da Fácil, inclusive apresentando documentos em processos judiciais e administrativos, se necessário.
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador.
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória.

DADOS DE MENORES DE IDADE

A Fácil assegura que o tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes segue rigorosamente as disposições legais, conforme estabelecido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Nesse sentido, todas as operações envolvendo dados desses grupos etários obedecem às mesmas diretrizes aplicadas aos demais titulares, incluindo a obtenção de autorização parental conforme exigido pela LGPD. Os procedimentos adotados pela empresa garantem a segurança e a privacidade dos dados, com constante revisão e ajustes conforme necessários para manter a conformidade legal e aprimorar as práticas de proteção de dados.

COMPARTILHAMENTO DE DADOS PESSOAIS

A Fácil poderá compartilhar os dados pessoais caso solicitado ou previamente autorizado pelos titulares dos dados pessoais.

O compartilhamento dos dados também poderá ser feito com terceiros parceiros e com autoridades e órgãos reguladores para diferentes finalidades, quando necessário. Sempre que efetuado, o compartilhamento de dados será realizado dentro dos limites e propósitos dos negócios da Fácil e de acordo com o que autoriza a legislação aplicável.

O compartilhamento de dados pode ser feito para atingir as seguintes finalidades:
• Pesquisas de mercado, de opinião e promoção dos produtos e serviços da Fácil;
• Envio de avisos por e-mail a respeito de instabilidades nos serviços da Fácil;
• Exercício regular de direitos da Fácil;
• Cumprimento de obrigação legal ou regulatória;
• Cumprimento de ordem judicial, de autoridade competente ou de órgão fiscalizador;
• Contratação de benefícios aos colaboradores.

DIREITOS DO TITULAR DE DADOS PESSOAIS

Como titular dos dados pessoais, existem direitos que podem e devem ser aplicados em relação ao tratamento e armazenamento de dados pelo controlador, conforme determinado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Considerações:

• O titular dos dados pode solicitar à Fácil quais dados seus são armazenados por ela;
• Caso o titular de dados identifique que algum dos seus dados pessoais está incorreto, deve solicitar a correção à Fácil.
• Caso o titular de dados identifique que existem dados pessoais seus sendo tratados de forma desnecessária, em excesso ou em desconformidade com as legislações pertinentes (LGPD), deve solicitar à Fácil a regularização da situação.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil informações para constatar se houve compartilhamento de dados pessoais com outras empresas/pessoas/aplicações e se sim, quais.
• O titular de dados pode solicitar à Fácil a eliminação dos dados, desde que constatado a não existência de risco legal e não haja legítimo interesse para tratamento.

A Fácil poderá solicitar informações adicionais que comprovar a veracidade do titular a da solicitação encaminhada. Além disso, deve ser efetivamente constatado, após verificação interna, o excesso, a falta de necessidade ou a desconformidade com a lei para atendimento das demais solicitações.

A Fácil fornece através de seus sistemas funcionalidades e meios pelos quais os controladores de dados possam cumprir com seus objetivos e obrigações relativas aos titulares de dados pessoais. Estas soluções incluem a possibilidade de configuração da indicação e identificação de dados pessoais, emissão de relatório de impacto, configuração de privacidade, configuração de controle de acesso, aplicação de criptografia em repouso, controle de aceite de política de privacidade e cookies, confirmação do tratamento de dados e aplicação de funções de alteração, anonimização ou exclusão de dados solicitados.

TRANSFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DADOS PESSOAIS

Para proporcionar funcionalidades avançadas, tais como resumos de documentos via ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e reconhecimento de texto em imagens (OCR), é possível que dados pessoais sejam processados internacionalmente.

A Fácil observa todos os requerimentos estabelecidos pela legislação vigente, incluindo requerimentos de parceiros ou fornecedores escolhidos. São adotadas práticas em segurança e privacidade para garantir a integridade e confidencialidade dos dados pessoais de nossos usuários.

Nossas medidas técnicas e organizacionais foram implementadas para proteger as informações, proporcionando proteção e segurança contra acessos não autorizados.

REGISTRO DE ATIVIDADES

A Fácil registra as ações que usuário realizam nos sistemas armazenando enquanto viável, informações que podem conter: endereço IP, acesso e ações realizadas no sistema disponibilizado, data e hora da ação realizada e informações sobre o dispositivo utilizado, tais como a versão de sistema operacional, navegador e geolocalização.

Também podem ser utilizas tecnologias, próprias ou de terceiros, de monitoramento das atividades realizadas enquanto são acessados sites e/ou blogs, tais como cookies e ferramentas de analytics.

Estes registros possuem como finalidade a melhora da experiência do usuário e para própria proteção dos dados tratados.

Cookies
A Fácil efetua o uso de cookies essenciais para o funcionamento de suas soluções, que servem para identificação e auxiliar em configurações de preferências de uso.

O bloqueio dos cookies pode limitar ou até mesmo impedir o uso das soluções fornecidas. Caso sejam desativados os cookies, ainda será possível navegar nos sites e nos blogs, mas partes das páginas poderão deixar de funcionar.

Ferramentas de analytics
Ferramentas podem coletar informações como da forma de visita e uso de um site, incluindo quais páginas e quando são visitadas tais páginas, além de outros sites que foram visitados antes, entre outras.

PRÁTICAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
A Fácil aplica medidas razoáveis para proteger as informações que os titulares compartilham com ela, que incluem, sem limitação, a implementação de processos, de equipamentos e de software, para evitar acessos e divulgação não autorizados dessas informações.

Seguem abaixo algumas das medidas de segurança adotadas pela Fácil

• Criptografia para dados em repouso, em trânsito e em uso, para garantir a integridade das informações;
• Monitoramento contínuo do ambiente;
• Análises e testes contínuos de segurança da informação;
• Auditorias periódicas;
• Controle de acesso;
• Segregação de funções;
• Políticas de backups e contingência.

Além disso, a Fácil possui certificações internacionais que demonstram o compromisso da organização em relação à segurança da informação e privacidade:
• ISO 27001
• ISAE 3402 Tipo II

RETENÇÃO E EXCLUSÃO DOS DADOS PESSOAIS

Quando aplicável ou necessário, os dados pessoais podem ficar armazenados por um período adicional para fins de auditoria, cumprimento de obrigações legais ou regulatórias, para o exercício regular de direitos da Fácil ou também pelo prazo necessário de acordo com a base legal que justifique a retenção dos dados.

ALTERAÇÕES NA POLÍTICA DE PRIVACIDADE

As políticas de privacidade são aplicáveis a partir das suas últimas revisões.
Qualquer política poderá ser alterada, sem prévio aviso, e sua nova versão será publicada.
Recomendamos contato com a Fácil para obtenção da última versão adotada ou verificação através do link de acesso disponibilizado.

FALE CONOSCO

Após a leitura desta Política de Privacidade, caso o titular de dados tenha dúvidas ou precise contatar a Fácil sobre assuntos envolvendo os dados pessoais, o contato deve ser realizado pelos canais abaixo:

Assunto: Segurança da Informação
Endereço: Rua João Pessoa, 129 – Blumenau/SC – CEP: 89012-472 – Matriz Blumenau/SC
Central de relacionamento: +55 (47) 3328-2929
E-mail: encarregadodedados@facil.com.br
Responsável: Departamento de Segurança da Informação

• Versão 2 – 14/05/2024